Opinião: O placebo

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A raiz etimológica de placebo é latina e corresponde ao futuro do indicativo do verbo placere, significando “agradar” – mais corretamente, “agradarei”. Neste sentido, desde há muito que, em medicina, assim se designa uma substância que o médico prescreve para “agradar ao doente”, sem que a este traga qualquer benefício terapêutico ou efeito farmacológico – ao contrário de um medicamento, o placebo não possui substância ativa, ou seja, o elemento químico cuja ação se destina à cura dos sintomas de uma doença… não está lá!

Por isso lhe chamam “medicamento falso”, “não-medicamento”, mas, ainda assim, transpôs a porta dos laboratórios para a prática da medicina, porque parece ter um efeito positivo no alívio de alguns sintomas, como a ansiedade, aumentando a sensação de bem-estar.

Perda constante de população? Falta de capacidade de atração de Empresas e de condições de fixação de jovens? Inexistência de Ensino Superior? Incapacidade de resolução dos efeitos da erosão costeira nas praias do concelho? Inexistência de qualquer estratégia de combate à sazonalidade do turismo? Adormecimento face à proliferação de médias superfícies comerciais na periferia da cidade, mesmo em terrenos naturalmente vocacionados para zonas verdes? Corte indiscriminado de árvores, “sem dar por ela”?

Nada que um placebo do Gabinete da Presidência da Câmara da Figueira da Foz não resolva, via Nota de Imprensa… Problemas? Quais?!…

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