Opinião – Eutanásia da Terra

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Perscrutando o futuro, vem-me a inspiração de que o ano de 2019 é a última esperança para o futuro de Coimbra, da União Europeia, do País e com reflexos no comportamento do estonteante que é o mundo actual e que devia ser neste ano que se deveria programar um Congresso Mundial sobre o Futuro do Planeta – Globalização, Prós e Contras, Caminhos a Seguir, Limites, Papel da Máquina e do Homem.
Não poderá continuar a instabilidade e o desequilíbrio, a falta de segurança, a anarquia, a fome e a poluição que levam ao desespero, ao aumento das doenças cancerosas, à ameaça da eutanásia nos velhos, ao desemprego, ao suicídio, à droga,…
Tudo poderá – justa ou injustamente – ser devido à impreparação dos políticos.

1. Eleição para Reitor da Universidade de Coimbra – e generaliza-se a todas as outras universidades:
Qual é o currículo dos candidatos a Reitor? O que fizeram como estudantes? O que fizeram na carreira universitária? O que pretendem fazer? Como fazê-lo?
Mas como homens que são de palavra e honra, se não tiverem posto em acção o que prometeram, devem pedir a sua demissão! Poderão, quiçá, recandidatar-se…
Entendemos que os Professores Jubilados também poderão e deverão votar, porque eles são repositório dos conhecimentos do passado, dos erros quiçá cometidos e dos benefícios colhidos (ou que poderiam ter sido colhidos se a universidade tivesse dado e tivesse condições para satisfazer os objectivos programados).
Em qualquer momento, o repensar do passado, os Jubilados, mesclados com o pensar do presente, poderão abrir novos caminhos a este, seguros pelo seu futuro.
Que essa garantia seja dada por escrito, em programa, e não em assembleias de perguntas e respostas nas quais tudo se dilui e evapora como o ar que se respira.
É que, como Reitor, que esperanças de emprego terão os licenciados? Quando muito, alguns, como empregados de supermercado, se houver vaga…
Quais serão os seus conselheiros, ou seja, vice-reitores? Já pensaram neles? Peçam-lhes a opinião.

2. Eleições para a União Europeia:
Na União Europeia, esboça-se a desagregação. Saída do Reino Unido, coletes amarelos (alguns encapuçados), vandalismo, economia a decrescer, desemprego, calamidade em toda a África, crianças e adultos a afogarem-se no Mediterrâneo, na esperança de arranjarem um lugar condigno na Europa – quase exame em espelho do que está a acontecer no continente americano –, destruição das florestas, fome, cada vez mais aumenta a população e a idade, conflito de gerações,… Não haverá que limitar a natalidade, já que quanto mais é a miséria, mais elevada é a natalidade?

3. Eleições nacionais:
Temos que repensar o critério de escolha dos deputados que deverá obedecer, assim pensamos, ao semelhante ao da eleição do Reitor, para que sejam nossos representantes não as elites do conforto, mas as elites dos que mais sabem e dos que sabem fazer. Para que os das Jotas, que sucessivamente vão subindo em escalão, tenham conhecimento dos problemas, como equacioná-los e como resolvê-los e não apenas votantes na Assembleia da República naquilo que lhes mandam votar o que, em problemas estruturais pressupõe ouvir os círculos que representam e a posição que seja tomada em função do juízo feito após se terem pronunciado e terem ouvido os de pensamento igual ou antagónico.
Não estranhem, pois, que no momento actual, como sabem, só 4% da população acredite nos políticos. Isto é, a democracia transformou-se em ditadura do voto.

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