Opinião – A GEOPOLÍTICA da semana

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06 Janeiro – Domingo- FORTALEZA A onda de violência no estado do Ceará relança a discussão sobre cadeias no Brasil e é usada como arma política contra o novo governo de Bolsonaro. Os ataques são vistos como uma resposta dos grupos criminosos à posição de força do novo responsável pela gestão das prisões. Presidente brasileiro acusou o governador de incapacidade e promoveu o envio de centenas de polícias federais para aquele estado. As questões de fundo parecem estar longe de uma solução, tornando-se num problema político.

07 janeiro – Segunda-feira – PEQUIM Na parada militar do 70.º aniversário da vitória da China sobre o Japão, na praça Tiananmen, e em plena guerra comercial entre o EUA e a China, é visível a preparação das forças armadas chinesas. Agudiza-se a tensão militar entre os dois países, devido a Taiwan e à disputa de outras ilhas por aliados dos EUA, no mar da China meridional. Os norte-americanos possuem muitos vasos no mar do sul da China, o que é considerado pelo governo chinês uma provocação. O presidente chinês, Xi Jinping, já avisou as suas tropas para estarem prontas para a guerra.

08 Janeiro – Terça-feira- LONDRES O governo britânico leva a sério as ameaças dos drones nos seus aeroportos internacionais. Como tal, vai reforçar as leis para os utilizadores dos mesmos, que forçaram o fecho, durante várias horas, do aeroporto de Gatwick e do maior aeroporto do Reino Unido, em Londres – Heathrow, cancelando centenas de voos. A legislação para uso destas aeronaves vai ser muito mais apertada, dando maiores poderes para a intervenção policial. Especialistas de segurança não tem descartado a relação destes eventos com ações terroristas.

09 Janeiro – Quarta-feira- MOSCOVO Está a decorrer na Rússia a “semana da aviação e tecnologia espacial”. O ministério da defesa russo apresentou dois sistemas de bloqueio de satélites para o sistema de defesa das forças armadas. A Rússia começará a operar duas unidades de guerra eletrónica (EW – Electronic War) já em 2019. Uma delas usa um sistema terrestre para desativar satélites. A outra é um sistema de interferência por satélite, e serve para a supressão eletrónica de comunicações via satélite, levando à falha completa nos sistemas do inimigo.

10 Janeiro – Quinta-feira – CARACAS Nicolás Maduro tomou posse para o seu terceiro mandato como presidente da Venezuela, perante o supremo tribunal de justiça, com acusações de ilegitimidade pela forma com foi eleito. O presidente do parlamento criticou a sua eleição por ser completamente ilegal. O país vive a maior crise humanitária da sua história e num período de colapso económico, com a inflação de 2018 a 1.698.844,2%. Os seus aliados habituais marcaram presença: presidente da Bolívia, Evo Morales, o nicaguarense Daniel Ortega e o cubano Miguel Dias-Canel.

11 Janeiro – Sexta-feira – BUDAPESTE Viktor Órban, primeiro-ministro da Hungria quer Parlamento Europeu anti-imigração e saúda o “eixo Varsóvia-Roma”. O primeiro-ministro húngaro felicitou o pacto proposto entre os líderes populistas da Polónia e de Itália com vista às eleições europeias de maio, valorizando as forças anti-imigração no Partido Popular Europeu (PPE), formação conservadora que atualmente detém a maioria no Parlamento Europeu. Orbán tem avançado com reformas questionadas por vários organismos internacionais, que denunciam o desrespeito das liberdades na Hungria.

 

Pode consultar a infografia de “O mundo a semana passada – A GEOPOLÍTICA da semana”, na edição impressa deste fim de semana do Diário As Beiras

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