“PSD? Desespero e cartilha de inverdades”

Joaquim Rodrigues, Fernando Abel, Carlos Cidade, Isabel Cruz e Andreia Vilas

Uma questão de auto censura e de sobrevivência política. É desta forma que a Concelhia do PS encara a Moção de Censura apresentada, na passada sexta-feira em Assembleia Municipal, pela bancada do PSD. O instrumento depreciativo deixou marcas no partido afeto à atual governação camarária que, ontem, na sua sede concelhia, fez questão de reagir às críticas da oposição, falando em “desespero, amnésia seletiva e cartilha de inverdades” difundidas pelos dirigentes social-democratas.
Em conferência de imprensa, Carlos Cidade, presidente da Comissão Política Concelhia de Coimbra e “vice” da Câmara Municipal, lamentou a postura de “um PSD desesperado por dizer mal, mesmo quando está à vista de todos as melhorias” levadas a cabo pela gestão socialista. “Está na altura do PSD parar com os malabarismos populistas, ler os planos estratégicos e ver a obra feita. É um partido com lideranças a mais e propostas a menos. O PSD do ‘para além da troika’ vir falar de apoio social é uma piada de mau gosto”, afirmou o socialista.
“O PS não entra em argumentações enganadoras: há mais dinheiro e mais projetos para as juntas de freguesia. É um facto irrefutável”, acrescentou, realçando que o seu partido “tem focado a governação nos princípios de esquerda democrática”.
Carlos Cidade, que se fez acompanhar de quatro dirigentes socialistas, apresentou um documento em que revelava, através de vários gráficos, um comparativo entre os investimentos municipais em áreas como os transportes públicos e escolares, refeições escolares, oferta de manuais, bem como apoios a instituições sociais. O paralelo confrontava investimentos da governação do PSD até 2013, durante o período de intervenção externa, com o panorama atual, entre 2013 e 2018, no consulado do PS.

Esperança no aeroporto
“Ser socialista é ser esperançoso”. A ideia foi transmitida por Carlos Cidade, quando questionado sobre as declarações de Pedro Marques, ministro do Planeamento e Infraestruturas, que avançou anteontem que a única opção que está a ser avaliada pelo Governo é instalação do famigerado aeroporto para a região Centro na Base n.º 5 de Monte Real.

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