Opinião – Incumprimento com 36 anos!

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“No tempo em que os animais falavam/Liberdade!/Igualdade!/Fraternidade!”. Citei Joaquim Namorado, referência do movimento neorrealista coimbrão e do Novo Cancioneiro. Em 1983, foi homenageado na Figueira da Foz por iniciativa do jornal Barca Nova. Entre as diversas iniciativas, lembro uma promovida pela câmara figueirense, aprovada por unanimidade mas nunca cumprida: a integração na toponímia figueirense do nome do poeta.
Muitos anos depois, a 30 de junho de 2014, na Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, na inauguração de uma mostra bibliográfica comemorativa do centenário do nascimento do lutador pela liberdade, poeta, escritor e professor, o anterior vereador da cultura, António Tavares, dando conta da injustiça que continua a ser cometida, prometeu vir a dar finalmente o nome de Joaquim Namorado à toponímia figueirense.
Aproveito para lembrar o facto ao Dr. Ataíde, presidente e vereador da cultura. A Biblioteca Municipal da Figueira da Foz, entretanto, perdeu o espólio de Joaquim Namorado. Foi transferido para o Museu do Neo Realismo em Vila Franca de Xira, onde encontrou um espaço apropriado e condigno.
A Câmara da Figueira da Foz está em incumprimento há 36 anos. A integração do nome de Joaquim Namorado na toponímia figueirense está por fazer, desde o tempo em que as coisas em Portugal ainda custavam em escudos! Como diz o Eurico: “Na Figueira, a vida não é justa para todos”.

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