Opinião – Coimbra já foi… e não será mais?

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Lá vai o tempo que Coimbra estava bem representada em Lisboa, nos sectores políticos e não só, de que realço António Almeida Santos, Barbosa de Melo, Manuel Alegre, Mota Pinto, Lucas Pires, e o próprio António Arnaut era uma voz autorizada, entre muitos, talvez só alguns outros.
Foi uma época de ouro em que cada um de nós se via e reconhecia representado. Sabíamos que Coimbra estaria sempre na primeira linha das suas preocupações.
Comparar a classe política dessa altura, com a de agora é, manifestamente, uma impossibilidade e um absurdo!
Segui com atenção a discussão que animou Coimbra sobre a construção, ou não, da nova maternidade.
Confesso, e como eu mais uns milhões de portugueses que não faço a mínima ideia como se resolve. Aliás, nem para isso devo ser chamado a decidir ou opinar, porque o objectivo único e último, será melhorar o serviço de saúde a Mães e crianças. Tão só!
Confesso também a minha surpresa de ter visto, e mais grave ter ouvido, pessoas impreparadas a comunicar o incomunicável. Daquelas que se gostam de ouvir e nada mais.
Todos sabemos que Portugal é o país do “achismo”! Acham que podem opinar sobre fogos e tudo o mais. Logo que um jornalista menos atento lhe espete com um micro no nariz, aí, é fartar vilanagem; “desatam a achar até lhes faltar o ar”!
Chagados aqui, ou seja, depois de toda a “gente achar”, o facto é que nada se decidiu. Coimbra no seu melhor!
Obviamente que o governo não pode estar à espera que Coimbra se resolva onde quer a importante maternidade.
Nos Covões, nos CHUC, ou antes pelo contrário?
Ora, tiveram de avançar pelo “antes pelo contrário, porque ninguém conseguiu um entendimento.
A “Escola Nacional de Saúde Pública” vem a Coimbra decidir, porque os de cá não se conseguiram entender sobre a melhor localização da maternidade.
Claro que este facto é mais um factor de descrédito para Coimbra.
“Eh pah, terão dito, vão lá perceber o que se passa porque aquela gente é incapaz”!
Para Lisboa, quão mais incapaz Coimbra for, melhor!
Um presidente de câmara bem perto de Coimbra tentou construir um centro de saúde na confluência de duas freguesias. Claro que, por serem culturalmente muito diferentes – a estupidez tem limites…ou não! – não se entenderam sobre o local em que seria construída. O autarca não foi de modas e construiu numa freguesia diferente deixando as duas a falar sozinhas! Mas que eu saiba, nem assim perceberam a lição!

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