Opinião: Bypass é ou não é transposição de areias?

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Foto: DR
Ana Carvalho, vereadora da Câmara da Figueira da Foz

Claro que sim! Vamos lá objetivar, o que queremos afinal para a Figueira da Foz? Creio que a maioria de nós quer reduzir a erosão das praias a sul do rio Mondego e dar algum descanso às populações lá que moram. E, já agora, que a praia da Claridade pare de crescer e mesmo que reduza o seu tamanho!

Nos últimos anos têm sido feitos alguns estudos e constituídos grupos de trabalho a nível nacional e local que apontam soluções para a gestão da nossa costa. Tendo sido espoletados por vários eventos negativos recentes, como a tempestade Hércules em 2014, e os acidentes mortais à entrada da barra da Figueira da Foz em 2015. Relançando o debate da erosão costeira, da segurança e repensando o Ordenamento da Orla Costeira.

A principal conclusão inovadora, pelo menos para o cidadão comum, espelhada no relatório do Grupo de Trabalho do Litoral de Novembro de 2014 elaborada pelos maiores especialistas portugueses na matéria, é que a melhor estratégia de proteção a adotar na costa portuguesa e em particular na Figueira da Foz, é a reposição do ciclo sedimentar. Ou seja, deixar de lado o preconceito de que “alimentar praias com areia é deitar dinheiro ao mar.

Portanto, tem de haver um persistente e sistemático programa de colocação artificial de sedimentos nas praias mais sensíveis. Há vários meios de o fazer e os estudos de 2014 como o de 2016, recomendam várias ações.

A primeira e mais urgente: deposição de um elevado volume de areia ( 3 milhões m3 ) nas praias com maior carência de sedimentos e num curto espaço de tempo. Simultaneamente, monitorizar e acompanhar a evolução destes sedimentos.

A segunda: dragagem regular da entrada da barra e do canal de navegação e projeção destes sedimentos nas praias.

A terceira: transporte regular de sedimentos do norte da barra para as praias a sul, podendo ser feito através de diversas técnicas: sistema fixo (bypass); móvel ou misto. Há que estudar o sistema com o melhor custo/benefício. O tal estudo tão ansiado pelo SOS Cabedelo.

Não precisamos de mais areia na engrenagem, ela é precisa nas praias a sul dos molhes e com urgência!

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