Obra da estação de Coimbra-B avança na mesma empreitada de terminal de ‘Metrobus’

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A obra de requalificação da estação ferroviária de Coimbra-B, na linha do Norte, irá ser realizada integrada na empreitada de construção do futuro terminal de ‘Metrobus‘ do Sistema de Mobilidade do Mondego, informou o Governo.

“Relativamente à obra, tendo em consideração que a intervenção na estação de Coimbra-B fica diretamente dependente da construção do futuro terminal do ‘Metrobus’, pretende-se, numa lógica de racionalização de recursos, que toda a intervenção seja efetuada numa mesma empreitada”, afirmou, em resposta escrita enviada à agência Lusa, o gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

Em outubro de 2016, há pouco mais de dois anos, o secretário de Estado das Infraestruturas, Guilherme W. d’Oliveira Martins, revelava, em Coimbra, que a remodelação de Coimbra-B iria inserir-se no âmbito da modernização da Linha do Norte e, oito meses depois, em junho de 2017, o ministro Pedro Marques, também em Coimbra, anunciou o lançamento do concurso público do projeto de requalificação daquela estação ferroviária.

Um ano volvido, em junho, a Infraestruturas de Portugal (IP) apontava o início da obra de requalificação de Coimbra-B (conhecida em Coimbra como Estação Velha) para o último trimestre de 2019, segundo um projeto “em curso” que incluía igualmente a modernização da estação de Alfarelos.

Com esta reconfiguração agora anunciada pelo Governo, a empreitada só deverá começar no último trimestre de 2020 – data prevista de encerramento do canal ferroviário de ligação entre a linha do Norte e Coimbra-A (a estação localizada na baixa da cidade) para implementação do ‘Metrobus’ – e estar concluída no final de 2021, quando aquela solução tecnológica de autocarros elétricos entrar ao serviço.

A agência Lusa tinha questionado o gabinete do ministro Pedro Marques sobre o projeto de modernização da estação de Coimbra-B, requerendo informação sobre o aviso de concurso, data, valor e entidade a quem foi adjudicado o referido projeto, bem como se o prazo indicativo de início da obra (último trimestre de 2019, anunciado pela IP) se mantinha.

Na resposta, o gabinete do ministro indicou que “o projeto de beneficiação da estação de Coimbra-B foi adjudicado em 19 de setembro de 2017, tendo sido concluído o respetivo Estudo Prévio em 13 de abril de 2018”.

“Contudo, tendo em consideração que em simultâneo decorria um estudo para a localização do futuro terminal do Sistema de Mobilidade do Metro do Mondego – MetroBus (que nessa altura ainda incluía quatro possíveis localizações, duas a nascente e duas a poente da estação de Coimbra-B) foi entendido, conjuntamente com a Câmara Municipal de Coimbra, que a solução a desenvolver para a beneficiação da estação de Coimbra-B deveria estar enquadrada com o futuro Terminal”, refere o gabinete de Pedro Marques.

“Por esta razão”, o Governo decidiu “suspender temporariamente o desenvolvimento do projeto, até existir uma definição concreta da localização do Terminal”.

Esta definição foi feita, segundo a mesma fonte, três meses depois, em julho: foi decidido localizar o futuro terminal do ‘Metrobus’ “a nascente” da estação de Coimbra-B “e definido o respetivo traçado urbano do canal afeto entre o Terminal e a estação de Coimbra Cidade [Coimbra-A]”, revela o gabinete do ministro do Planeamento e das Infraestruturas.

Acrescenta que a localização do futuro terminal e respetivo canal “implicará desativar o atual troço ferroviário entre Coimbra-B e Coimbra Cidade, com a consequente necessidade de se reformular parcialmente o ‘layout’ ferroviário da Estação de Coimbra-B”, embora sem precisar datas para essa intervenção.

“Por sua vez, esta localização permitirá também melhorar significativamente a acessibilidade à estação ferroviária e dotar a cidade de Coimbra de um Interface Intermodal devidamente estruturado entre os vários meios de transporte público”, argumenta o gabinete de Pedro Marques.

“Com este novo enquadramento, a IP está a concluir a revisão do Programa Preliminar da beneficiação da Estação de Coimbra-B que inclui, para além das intervenções acima descritas, um conjunto de outros pressupostos dai decorrentes, nomeadamente a relocalização e redimensionamento dos vários serviços disponibilizados na estação”, adianta.

Na sexta-feira, a Infraestruturas de Portugal tinha anunciado que a desativação daquele ramal ferroviário de ligação entre a linha do Norte e a estação localizada na baixa da cidade de Coimbra está “prevista para o último trimestre de 2020” (daqui por dois anos, um ano antes da entrada ao serviço do sistema ‘Metrobus’, anunciada na mesma altura para o final de 2021) e será feita “em articulação com a CP e com a Câmara Municipal de Coimbra”.

“Até lá, a estação de Coimbra-A e a sua ligação a Coimbra-B continuarão a funcionar como habitualmente”, adiantou a IP.

No domingo, em nota enviada à Lusa, o PCP classificou como um “erro” a remoção dos carris entre as duas estações de Coimbra, defendendo, por outro lado, a reposição, modernização e eletrificação da linha do Ramal da Lousã.

O projeto de metro ligeiro para a cidade de Coimbra e Ramal da Lousã (ferrovia que servia aquele município e os da Lousã e Miranda do Corvo, desativada em 2010 e cujos carris foram removidos), foi anunciado em 1994, mas, entretanto, abandonado, tendo o atual Governo decidido avançar com o sistema de ‘Metrobus’, com um investimento estimado de 89,3 milhões de euros.

Este montante inclui a infraestrutura e um total de 43 autocarros elétricos, sendo 30 de 55 lugares sentados, para o troço suburbano da rede, entre Serpins e Coimbra, e 13 articulados de 130 lugares sentados e em pé, para a área urbana da capital do distrito.

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