Greve dos enfermeiros adiou duas mil cirurgias no CHUC

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FOTO DB/CARLOS JORGE MONTEIRO

Com a greve dos enfermeiros dos blocos operatórios a decorrer há três semanas, pensa que o Ministério da Saúde já deveria ter encontrado uma solução para uma paralisação tão prolongada?
Os profissionais de saúde têm todos muitos motivos de reivindicação, porque o Ministério da Saúde, nestas últimas décadas, não tem mostrado uma grande preocupação em relação a eles, e o direito à greve é um direito constitucional. Mas nesta questão, aquilo que preocupa a Ordem dos Médicos, e que levou a uma intervenção pública da Secção Regional do Centro, na semana passada, tem a ver com os problemas dos doentes, devido ao facto de terem sido adiadas, e continuarem a ser adiadas, muitas cirurgias, algumas delas com caráter de prioridade, porque têm que ser feitas neste momento. Muitas destas cirurgias não eram inicialmente consideradas urgentes ou prioritárias, mas pela natureza das patologias acabam por se tornar, muito rapidamente, situações prioritárias e urgentes.

Isso significa que muitos doentes, que já deveriam ter sido operados, continuam à espera de uma solução?
Tudo aquilo que nos foi reportado pelos profissionais que trabalham no CHUC são situações de grande gravidade para os doentes, que mereciam uma solução muito mais rápida. Ora, que eu saiba, é o Ministério da Saúde, que é a entidade responsável e que tem a tutela do setor, que em situações adversas, de dificuldade, deve ter as respostas. Nesta situação responsabilizo muito claramente o Ministério da Saúde, por até hoje não ter conseguido dar uma resposta adequada a esta situação.

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