Conselho Fiscal substitui presidente da Comissão Eleitoral

DB-Pedro Ramos

O Conselho Fiscal vai substituir o presidente da Comissão Eleitoral do escrutínio para a Direção Geral da Associação Académica de Coimbra (DG/AAC) que decorreu a 26 e 27 de novembro.

Jorge Graça, presidente do Conselho Fiscal, afirmou, na conferência de imprensa que decorreu durante a noite de terça para quarta-feira, que há “elementos probatórios suficientes” para colocar em causa a confiança na imparcialidade do presidente da Comissão Eleitoral, Pedro Matos Filipe.

As eleições tinham sido suspensas no dia 27 de novembro após suspeitas de fraude. Concluiu-se que estava em falta uma ata inicial de apuramento do total de boletins de voto impressos, que terá sido redigida posteriormente pela Comissão Eleitoral.

No que diz respeito à contagem de votos (que não se chegou a realizar na altura), ontem à tarde, iniciou-se a contagem do número de boletins em cada urna de forma individual sem se verificar a percentagem de votos em cada uma das listas.

O objetivo é compreender se existe inconformidade entre o número de boletins que constam das urnas e as informações dos cadernos eleitorais.

Durante a contagem quantitativa, as eleições são validadas caso haja uma margem de erro inferior a 2% na globalidade das urnas entre o número de boletins que se encontre dentro de cada urna e sobrantes e os dados retirados dos respetivos cadernos eleitorais. Caso haja uma margem de erro superior a 1% numa das urnas, as eleições são repetidas apenas nessa urna. Caso haja uma margem de erro superior a 2% na globalidade, o ato eleitoral é todo ele repetido, esclareceu.

Se houver uma urna com irregularidades, a contagem qualitativa dos votos só irá acontecer após a realização de novas eleições para aquela urna específica, explanou Jorge Graça. Este foi o resultado do pedido de recurso realizado pela Comissão Disciplinar da Associação Académica, que discordou da decisão inicial do Conselho Fiscal em prosseguir com as eleições.

O DIÁRIO AS BEIRAS procurou contactar Jorge Graça e Pedro Matos Filipe para obter mais informações, mas não obteve resposta.

Insegurança eleitoral e bom nome da AAC
O presidente da Comissão Disciplinar, João Leão, considera que “fazer o escrutínio baseado em números que não existem acarreta insegurança”. Este refere-se à inexistência da ata que contabiliza o número total de boletins impressos.

Pode consultar a notícia completa, bem como as declarações do presidente da Comissão Disciplinar, João Leão, na edição impressa desta quinta-feira, 6 de dezembro, do Diário As Beiras 

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