Opinião: Estruturante

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António Agostinho, bloguer

Doze quilómetros quadrados foi quanto Portugal perdeu para o mar desde 1958. A nível da gestão territorial, para mim, a erosão costeira é o tema mais estruturante do concelho da Figueira da Foz. A protecção da orla costeira, há muito, que é uma necessidade de primeira ordem. Este, porém, não é um problema apenas figueirense. A erosão costeira assume aspetos preocupantes numa parte significativa do litoral continental.

Na Figueira, a duna a seguir ao quinto molhe, a sul da Praia da Cova, é a zona de maior risco. Há muitos anos, para o autor desta primeira colaboração neste espaço, que esta é a prioridade. Continua a ser. Até porque pouco se fez. Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se  a oportunidade de resolver o essencial.

Ao passo que a situação se agravou a sul, a norte, a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano do país, está a crescer, em média, 40 metros por ano, devido ao prolongamento do molhe norte do rio Mondego. Dado o défice sedimentar no local, em agosto deste ano, a Agência Portuguesa do Ambiente prometeu uma intervenção para a reconstituição do cordão dunar.

As obras, em curso, cujo orçamento ronda os 504 mil euros, começaram mal. Era assim tão difícil prever o que é previsível? O inverno é duro. Para bem de todos, espera-se que o prazo de 31 de dezembro seja cumprido. E conheça a luz do dia o tal estudo sobre transposição de areias…

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