É tempo de descobrir “o quarto dos Anaquim”

Entrou diretamente para oitavo lugar no top de discos mais vendidos em Portugal na semana em que foi editado. O novo álbum dos Anaquim, “O Quarto de Anaquim”, convida o público para o “mundo mais recatado” da banda de Coimbra: “É um convite para que as pessoas façam parte do nosso espaço de convívio, que é o nosso quarto, onde nos sentimos mais confortáveis”, diz ao DIÁRIO AS BEIRAS José Rebola, vocalista, letrista e compositor do grupo.
Há, contudo, uma outra justificação óbvia para o nome escolhido para este trabalho: “O Quarto de Anaquim” é sucessor de outros três álbuns: “As Vidas dos Outros” (2010), “Desnecessariamente Complicado” (2012) e “Um Dia Destes” (2016).
Lançado a 2 de novembro, o novo trabalho foi apresentado ao vivo na Casa da Música, no Porto, com casa cheia.
Segue-se, agora, o concerto dia 1 de dezembro em Lisboa, no Teatro Ibérico, e depois, no dia 6 no Convento São Francisco, em Coimbra, onde os Anaquim jogam em casa.
Os cinco elementos do grupo – todos eles – são nascidos e criados na cidade. E por lá se têm mantido, apesar de a música os levar agora para outros lugares. José Rebola, compositor e mentor dos Anaquim, licenciou-se em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra e doutorou-se na área das neurociências. Filipe Ferreira (baixo) também estudou Engenharia Eletrotécnica e de Computadores na UC. Luís Duarte (guitarra) é técnico de análises Clínicas e Saúde Pública nos CHUC, João Santiago (baterista) é produtor e fundador dos estúdios Submarine Sound Studios, localizados em Coimbra.
Pedro Ferreira (teclados) frequentou o curso de Gestão na Faculdade de Economia da UC e, depois, concluiu a licenciatura de Professores de Educação Musical na ESEC. É diretor geral da Academia de Música de Coimbra, instituição que fundou em 2014 e onde todos os elementos dos Anaquim são professores.
Com uma ligação tão forte à cidade, não é de estranhar que um concerto em casa seja tão diferente de todos os outros.
“Atuar em Coimbra é um pau de dois bicos: embora tenhamos a garantia de uma base de carinho maior, há sempre uma responsabilidade acrescida e um nervoso miudinho”, confessa José Rebola.
Seja como for, no concerto de dia 6 ninguém ficará “imune ao charme” destes cinco rapazes.

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