Opinião: Cristiano Ronaldo

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Na imprensa falada e escrita, não só na desportiva, o acontecido com Ronaldo está na ordem do dia. Acredito cegamente no que ele diz, em sua defesa, pelas razões que vou aduzir.

Primeira: a sua personalidade, ou seja, o seu comportamento no desporto (futebol). Não é egoísta. Às vezes até está em situação de marcar e passa a bola para um companheiro e manifesta o seu regozijo e alegria como tenha sido ele próprio a marcar. Nas faltas, disputa as jogadas às vezes com certa vivacidade e quantas vezes, quando contra ele cometem faltas, a uma certa agressividade e até com intenção determinada ou de o inutilizarem, valendo-lhe a sua agilidade.

Segundo: na adversidade. Quando o General Spínola regressou após o seu exílio (creio que na Suíça ou Áustria), dado o apreço que por ele tínhamos, pelo seu comportamento na Guiné e como Presidente da República, na Guiné, foi contado por Nino Vieira que a sua mãe tinha saudades suas e que estava no Senegal. A mãe de Nino Vieira foi falar com Spínola e, dizendo-lhe quanto gostaria de ver o filho, Spínola arranjou-lhe um barco para o levar ao encontro. Nino Vieira contou o que sucedeu no encontro: “Comecei a dizer mal de Spínola. A minha mãe agarrou numa bengala e disse-me “ou te calas ou dou-te com ela. Estando presente, não consinto que alguém diga mal de um amigo”.

No exílio, dado o seu comportamento como Presidente da República, quando regressou, três casais (eu e a minha mulher e mais dois casais amigos) fomos visitá-lo a Lisboa e levámos um ramo de flores à esposa. O general tinha, pouco antes, aparecido numa revista alemã e na televisão a dar uma entrevista. Sem isso termos referido, apressou-se a dizer-nos que ele não deu entrevista nenhuma nem apareceu, que fora um ator que caracterizaram e que se fez passar por ele. Veja-se, como não só na política como noutros interesses se pode pôr em causa o comportamento de um cidadão.

Terceiro: veio à minha consulta um doente dos Estados Unidos que tinha tido uma fractura do terço superior do ombro. Observo-o atentamente e digo-lhe: “parabéns, foi muito bem tratado”. Ele, repentinamente, diz-me: “Estava a sair do hospital, aproxima-se de mim um advogado e fez-me a seguinte proposta: “devia ter sido operado e, se concordar, vamos meter isto em tribunal. Se não ganhar, não paga nada. Se ganhar, dividimos ao meio”. Foi com a minha parte que cá vim consultá-lo. Olhe, se fosse cá, talvez existisse a razão para fazê-lo”.

Estranho o comportamento nos Estados Unidos. Não terá sido Ronaldo o violado, dada a sua celebridade? Quantas moças com aquele comportamento não estariam na disposição de se ter oferecido…

Estranho o mundo, o nosso mundo,… Enquanto não houver um sistema que identifique o pensamento – que caminhamos para isso – as vítimas são os sensatos… Creio que foi um complô montado, incentivado e aproveitado.

Ele e ela são vítimas de manipulação do comportamento do mundo atual.

 

Norberto Canha escreve à sexta-feira, semanalmente

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