Opinião: A GEOPOLÍTICA da semana

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14 Oututbro – DOMINGO – MUNIQUE – A perda da maioria absoluta da CSU na Baviera é mais um revés para a chanceler Angela Merkel, que no mês passado viu Volker Kauder, um dos seus grandes aliados no Bundestag, perder uma votação interna e ser afastado de líder da bancada parlamentar dos conservadores. A CSU teve o pior resultado nas eleições da Baviera desde 1950. Um revés para a chanceler que, em dezembro, enfrenta nova corrida à liderança da CDU. Face a esta situação, toma forma a eventual candidatura a Chanceler à Presidência da Comissão.

15 Outubro – SEGUNDA – BELFAST – Ninguém deseja o regresso das fronteiras físicas entre a província britânica e a República da Irlanda. Em 1998, o acordo da Sexta-Feira Santa pôs fim à luta entre unionistas e republicanos e acabou com 30 anos de violência na Irlanda do Norte. Os funcionários britânicos e da UE trabalharam longas horas na semana passada com o objetivo de conseguir uma solução global, mas a questão da Irlanda acabou por resultar inultrapassável. A União Europeia não concorda e reagiu em conformidade.

16 Outubro- TERÇA- MINSK – A Igreja Ortodoxa Russa, durante o Sínodo realizado na Bielorrússia, decidiu romper todos os vínculos com o Patriarcado de Constantinopla, anunciou o arcebispo metropolitano Hilarion, responsável pelas relações exteriores do patriarcado de Moscovo. Esta reação surge depois de a igreja de Constantinopla ter anulado os decretos que subordinavam a igreja ucraniana à russa desde 1686. A Igreja Ortodoxa Russa lamentou aquela que é a maior divisão do cristianismo dos últimos mil anos.

17 Outubro – QUARTA – LUANDA – A proposta de OGE 2019 angolano foi apresentada aos parceiros sociais, numa auscultação conjunta com a apreciação do Memorando sobre o Programa de Investimentos Públicos Sectorial e Provincial para 2019. O quadro macroeconómico para o executivo de João Lourenço no próximo ano prevê um défice de 0,9 por cento do PIB. O Presidente de Angola apelou à União Europeia para estabelecer com os países africanos um novo paradigma de cooperação que os ajude a passar de meros exportadores de matérias-primas para produtores de bens industrializados.

18 Outubro – QUINTA – SANÁ – No Iémen, a ONU avisa que se a guerra continuar podem morrer à fome até 13 milhões de civis. A chacina continua e não indigna os governos e as opiniões públicas ocidentais. Faz quatro anos que uma coligação liderada pela Arábia Saudita e pelos Emirados Árabes Unidos (e apoiada pelos EUA) começou a bombardear o Iémen a pretexto de defender um Governo reconhecido internacionalmente mas quase sem território, e atacado pelos huthis, supostas “marionetas do Irão”.

19 Outubro – SEXTA – SÃO PAULO – Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do Brasil, rejeitou totalmente o apoio ao candidato de extrema direita, Jair Bolsonaro. Mas, também, se afastou do candidato do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad. A troca de palavras entre o antigo Presidente e o candidato do PT tornou-se bastante azeda. Em causa está a recusa de Fernando Henrique Cardoso em apoiar abertamente o substituto de Lula da Silva nas presidenciais do Brasil.

Pode consultar a infografia na página 23 da edição de fim de semana, 20 e 21 de outubro, do Diário As Beiras 

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