Agência da Caixa Geral de Depósitos de Buarcos, Figueira da Foz, destruída pelo vento

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Foto: Pedro Agostinho Cruz

A delegação da Caixa Geral de Buarcos, Figueira da Foz, sofreu forte destruição à passagem dos ventos ciclónicos da tempestade Leslie. Foi uma das estruturas mais afetadas pelo mau tempo. Para além disso, o comandante dos bombeiros municipais da Figueira da Foz, Nuno Osório, disse que a passagem da tempestade  por este concelho provocou cinco desalojados.

“Mas, não há feridos a assinalar”, disse, já que não há registo de pessoas transportadas para o hospital.

O responsável pela proteção civil municipal explicou que os desalojados pertencem todos à mesma família (dois adultos e três crianças) e já foram acolhidos pela Cruz Vermelha.

A casa terá ficado sem telhado e sem condições de habitabilidade.

A destruição que o furacão causou faz-se sentir na zona urbana (freguesias de Buarcos e São Julião e a de Tavarede), mas também nas freguesias adjacentes (São Pedro e Vila Verde).

No concelho vizinho de Montemor-o-Velho, o lar da Casa de Povo da Abrunheira, com mais de 40 idosos, ficou sem telhado, disse o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, que fala numa situação “muito complicada” no concelho.

“A nossa prioridade é desobstruir vias, de forma a conseguirmos chegar a todo o lado para termos noção da realidade, nomeadamente na rede elétrica”, disse.

Emílio Torrão mostrou-se muito preocupado com esta situação e explicou que, como há muitos estragos na rede elétrica, é praticamente certo que se irá sentir falta de água no concelho.

“Andámos toda a noite a desobstruir vias e continuamos com essa tarefa. Há muitos danos na sinalética, em postes, em sinais luminosos, na rede elétrica, enfim, em tudo”, explicou, num balanço “muito, muito provisório”.

O pavilhão das Meãs tem danos estruturais muito graves que vão impedir a continuidade do funcionamento daquele espaço e outros pavilhões, como o municipal, em Montemor-o-Velho, ficaram igualmente sem telhado, disse.

“Há ainda pelo menos três, quatro famílias, que foram realojadas em casas de familiares. Mas admito que haja mais, até porque pelo menos uma família não quis sair de casa, apesar dos danos”, referiu o autarca.

Informação em atualização permanente

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