Técnicos independentes vão monitorizar projeto da Lusiaves

Presidente do município de Mira defende projeto desde que não tenha custos ambientais FOTO JOT’ALVES

A Câmara de Mira confirmou ontem que vai contratar “dois técnicos externos” independentes para monitorizar o processo de instalação no concelho de uma unidade agropecuária da Lusiaves, contestada pelo PS e por um grupo de cidadãos.
O presidente do executivo municipal, o social-democrata Raul Almeida, refere que os técnicos são especialistas em saúde pública e ambiente: “Sou a favor do projeto [da Lusiaves] desde que não tenha custos ambientais e para a saúde pública”, refere.
Um dos técnicos contratados pela Câmara é um dos autores do parecer técnico sobre o Estudo de Impacte Ambiental (EIA) apresentado pela empresa. Nessa condição, esteve presente na quinta-feira à noite na Assembleia Municipal de Mira descentralizada, realizada no Seixo, freguesia para onde está prevista a instalação da principal infraestrutura da Lusiaves.

PS contesta
projeto agropecuário
Durante a reunião, o PS apresentou uma moção de rejeição do parecer, alegando que o documento elaborado pela empresa de engenharia e gestão ambiental Simbiente apresenta “falhas graves na metodologia e nos conteúdos de avaliação” do EIA.
“O PSD rejeitou discutir e votar essa moção de rejeição”, queixam-se os socialistas, que dizem que o parecer técnico minimiza as questões ambientais e é “totalmente omisso na avaliação do impacto sobre a saúde pública”.
A posição da Câmara é defendida pelo PSD local, que acusa os socialistas de não terem querido discutir o tema durante a campanha das últimas eleições autárquicas, que terminaram com o reforço da maioria absoluta de Raul Almeida.
O PSD diz que o tema Lusiaves integrava o seu programa eleitoral, que foi sufragado pelos eleitores e relembra que apoia o projeto desde a primeira hora. Mas avisa que “só converterá esse apoio em decisão no momento em que, face aos estudos e pareceres das entidades competentes envolvidas, não restem quaisquer dúvidas”.
O investimento da Lusiaves está a ser também fortemente contestado por um grupo de cidadãos, que lançou um abaixo-assinado através do qual denuncia perigos ambientais e de saúde pública. Mauro Seiça, um dos promotores do abaixo-assinado, disse à Lusa que o documento já foi subscrito em papel e ‘online’ por mais de 1.500 pessoas. Também a organização ambientalista Quercus já avisou que irá seguir muito de perto todo o processo.

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