Reitor da Universidade e presidente do Politécnico de Coimbra satisfeitos com os resultados obtidos no concurso

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João Gabriel Silva, reitor da UC

O reitor da Universidade de Coimbra (UC), João Gabriel Silva, e o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra (IPC), Jorge Conde, mostraram-se bastante agradados com o aumento de alunos na 1.ª fase do Concurso Nacional de Acesso. Em ambos os casos, há a registar um aumento de nove e oito vagas, respetivamente, apesar de haver o registo de mais lugares disponíveis em ambas as instituições.
Esse crescimento foi, na opinião dos dois responsáveis, o principal motivo para esta mudança de paradigma dos últimos anos e que apontou nos últimos três anos para uma gradual redução do número de vagas em aberto. “Os resultados dos exames de Matemática também não ajudaram a que mais estudantes ocupassem o aumento de vagas disponibilizadas na área das ciências“, afirmou João Gabriel Silva.
Mesmo assim, o reitor salientou que este é o registo mais elevado de entrada de novos alunos desde que há registo organizado. Numa nota enviada no sábado, é dado o exemplo de 1997, onde “apenas 2.582 estudantes foram colocados” nesta instituição. “É recorde absoluto dos últimos decénios e provavelmente de toda a centenária história da UC”, disse.
Nas declarações prestadas ao DIÁRIO AS BEIRAS, o reitor lembrou que tal sucesso ocorre num ano em que se registou uma diminuição de cerca de 3.000 candidatos ao ensino superior, que não foi compensado pela diminuição de 1.002 vagas só nas universidades públicas de Lisboa e do Porto. Por outro lado, assinalou o cenário demográfico “particularmente negativo para a região de Coimbra, onde houve, segundo a Pordata, uma diminuição da população residente, de 2001 para 2017, de 33 por cento na faixa etária dos 15 aos 24 anos, e de 34 por cento na faixa etária de 25 a 34 anos”. Uma perda demográfica que se acentua no município de Coimbra onde é de assinalar “uma perda no mesmo período de 43 por cento em ambas as faixas etárias”.
Sobre as razões do sucesso, João Gabriel Silva respondeu que a sociedade portuguesa acha que a instituição que dirige “está a trabalhar a sério”. Sinal disso mesmo é o esforço de internacionalização que a instituição conimbricense está a fazer, ao ponto de neste ano letivo já contar com uma taxa de 20 por cento de alunos dos mais variados cantos do Mundo. Um trabalho que, de acordo com João Gabriel Silva, será importante para inverter o quadro de decréscimo populacional que se prevê atingir a região na próxima década.

Jorge Conde, presidente IPC

Top 10 nacional
Do lado do IPC, os números desta fase deixam o presidente Jorge Conde esperançado em que após a 3.ª fase possa figurar no top 10 nacional das instituições com maior número de novos alunos no presente ano letivo.
Mas os dados que mais agradaram ao responsável foi o facto da escola de Oliveira do Hospital ter ficado com cerca de 25 por cento das vagas por preencher, “apesar da decisão que tomamos de ali aumentar o número de vagas”. Por resolver, e o problema não é só da instituição conimbricense, está o ensino ligado às ciências agrárias e às engenharias. As duas escolas registaram o número mais elevado de vagas disponibilizadas para a 2.ª fase (136, em cada uma delas), o que deve merecer uma atenção especial por parte dos responsáveis a nível nacional.
Jorge Conde mostrou-se também preocupado com a redução dos candidatos ao ensino superior fruto da diminuição da população residente a nível nacional e regional. Para ajudar a reduzir esse previsível impacto, lembrou a aposta que o IPC está a fazer na internacionalização das suas escolas, de forma a cativar mais alunos para as suas escolas.

Notícia completa no especial publicado na edição impressa de hoje

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