Opinião: Sobre o “Lionismo”. Do dizer ao fazer…

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É pela troca de ideias e das palavras que melhor nos damos a conhecer e conhecemos os outros, pelo que qualquer mensagem mostra sempre parte do que somos. Mas como palavras ambíguas, ou tão enigmáticas como mensagens iniciáticas, confundem quem as recebe, ao comunicar há que ser claro, para evitar dúvidas e suspeitas nos destinatários.
Mesmo quando os grupos são pequenos, e reúnem com regularidade, há que escolher se devemos falar de improviso, ou lermos o que escrevemos previamente, para comunicar. É que se o diálogo permite interagir e consolidar o que se diz, escrever obriga a refletir por si, perdendo-se em espontaneidade o que se ganha em precisão, concisão e lucidez…

Como apenas as palavras certas transmitem com rigor o que se quer dizer, as mesmas devem ser sempre muito bem ponderadas. É que quando as palavras proferidas são sábias e sinceras, ajudam a congregar pessoas e boas vontades, mas ditas sem propósito, ou de modo leviano, dividem e geram inimizades, pelo que, ao expor um ponto de vista, há que ter cautela, não só com o seu conteúdo, mas também com a forma de o expressar.

Quando há tempo e local para conviver, seja em grupos, clubes e tertúlias, as palavras escritas podem servir para se iniciar a análise de temas que mereçam reflexões mais profundas, mas, como é a falar que se geram consensos úteis, dialogar será a forma ideal para debater o que acontece, e expressar opinião sobre temas banais, de modo a facilitar entendimentos.

Só que, para isso atingir, as palavras ditas, e as escritas, nunca devem desvirtuar a verdade, por respeito por quem as emite e pelos que as interpretarão depois.
Vêm estas palavras a propósito de ser fácil dizer que se deve triunfar sem prejudicar, e que “servir e não servir-se” resume o código de ética do “Lions International”, clubes de serviço que dizem aos que a eles aderem que a crítica deve ser prudente, para construir sem destruir, e para preservar laços de amizade. Mas é muito difícil garantir que estes, e outros belos princípios, estarão presentes em tudo o que faremos ao longo da nossa vida.

Contudo, ser “Lion” leva a cumprir e superar objetivos que melhoram as comunidades. E aqueles que participam na infinda construção de qualquer clube “lionístico” seguem princípios que unem pessoas em torno de ideais de companheirismo, de intervenção cívica, e de solidariedade social. Coisas simples, mas que exigem enorme tolerância, abertura de espírito, e humildade, a todos aqueles que acreditam na força das ideias para aperfeiçoar, continuamente, as relações humanas, nas diversas formas de cada um atuar.

O “Lions Clube de Coimbra” é um clube de serviço social crescentemente preocupado em intervir mais na sociedade, para ampliar o entendimento geral em torno de interesses comuns. Esta associação – que conta com mais de meio século de existência -, tem tido a fortuna de ter, como sócios, algumas pessoas que pensam nos outros antes de pensarem em si, pelo que pertencer a este Clube é, mais que uma honra, um desafio. Daí que tenha de me esforçar muito mais, para que um dia possa vir a dizer que o mereço, plenamente.

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