Opinião: Sem dar por ela… (3 – e final, talvez)

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Visto agora consensualmente como uma das maiores ameaças à democracia, ao livre debate e à ordem ocidental, há dois anos não eram muitas as pessoas a usar o termo “fake news” – e, no entanto, quando se tenta saber exatamente o que é, qual a extensão do problema e o que fazer a respeito, são mais as dúvidas do que as certezas.

Uma das “Palavras do ano 2017” para o insuspeito Collins Dictionary, o termo pode ser descrito como o que é falso, frequentemente sensacionalista, informação disseminada sob o disfarce de reportagem noticiosa, distribuição deliberada de desinformação ou de boatos via jornal impresso, televisão, rádio, ou ainda online (nomeadamente através das redes sociais).

O rumor, a imprecisão ou mesmo o erro sempre foram usados, quer por quem exerce o Poder quer por quem o almeja (o Imperador Otaviano usou uma poderosa campanha de desinformação para o ajudar na vitória sobre Marco António, que se suicidaria em consequência, na guerra final da República Romana); hoje, este termo é um dos favoritos do homem com mais poder na Terra, e, nos últimos tempos, ajudou a aumentar as tensões entre as nações.

Seja conteúdo sensacionalista comercialmente dirigido para gerar receita de publicidade, desinformação patrocinada pelo Estado Central ou Local, sites de notícias altamente partidarizadas, a média em si ou sátira ou paródia “puras”, pode ter influenciado as eleições de 2016 nos EUA ou a votação sobre o “Brexit”, o que motiva preocupação e exige soluções, e a regulamentação das redes sociais não chega.

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