Opinião: Preocupações – Próximas eleições

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1. Preocupam-me as próximas eleições; 2. Preocupa-me quem será o próximo Reitor; 3. Só não me preocupa o Presidente da República; 4. Preocupa-me o futuro das gerações; 5. Preocupa-me o futuro do nosso país.

Recorri às recordações guardadas no arquivo da memória, para certificar a afirmação de que só houve um lampejo de liberdade e foi no dia 25 de Abril de 1974, desde as 7 horas da manhã, em que ouvi num rádio-disco Siera Philips que tinha começado a revolução do 25 de Abril. Era uma manhã de chuva miudinha. O céu encoberto. Bato à porta em frente. Abrem. Dou um abraço ao meu compadre. Alegria, satisfação!… Mas quando, à meia-noite, a anunciada junta de salvação não compareceu no ecrã da televisão (do meu amigo), eu, que estava habituado ao rigor de horários dos militares, digo-lhe: “Estamos desgraçados! Não se entendem…”.

Fui profeta. Até hoje, os políticos não se entendem nem tentam entender!…

Senhor Presidente da República, trabalho gigantesco que tem à sua frente para os forçar a entender, se não continuará em agonia e em decadência o nosso país (o que está a acontecer)…

Como prova disso, a propósito do mau funcionamento dos caminhos-de-ferro, um deputado da oposição na Assembleia da República, com rosto sério e responsável, está a relatar esta evidência e queria que o Senhor Ministro da tutela ou deputado do partido do governo, com rosto de sorriso encoberto e sarcástico, ouvia-o e respondeu ao deputado que fazia a intervenção: “O Governo do seu partido é que é o responsável…”. Eu direi: são responsáveis todos os Governos (perdão, quase todos) após o 25 de Abril!

Ocorreu-me de imediato que, no conselho de decisão do partido a que pertencia, no hotel paralelo à Rua da Liberdade, em Lisboa, Sá Carneiro, presidente desse partido disse: “Convoquei este conselho porque fui convidado para fazer Governo e queria pedir autorização, dado o momento conturbado em que nos encontramos, que eu apresente sem ir antes à aprovação do conselho”. Alguém se levantou e disse: “Está apto a formar Governo?” Resposta pronta: “Se não estivesse, era uma deslealdade e eu não compactuo com deslealdades”. Esse alguém responde: “Se fosse eu, tinha todas as leis preparadas e decretava estado de sítio durante 15 dias para as pôr em execução”. Ambos teríamos razão… Infelizmente o tempo veio a confirmar a verdade.

Isto aconteceu porque Sá Carneiro e Amaro da Costa foram assassinados por ordem da CIA. Ou seja, o embaixador em Lisboa, do capitalismo dos capitalistas, conforme o comprova quem fez a bomba, em trabalho publicado que em foi mandado por uma migo no Canadá, intitulado “Aqui Tailândia”, creio eu.

Pertencendo ao conselho médico-legal, o relatório elaborado pelo Professor de Radiologia, as radiologias que foram presentes isso mesmo comprovaram.

Desde então, incumbiram a justiça para encobrir ou desculpar os criminosos…

Como só 4% dos portugueses acreditam nos políticos, ocorram às urnas para inverter o que está a acontecer, nem que votem em branco… A liberdade implantada tem o rosto da primeira assembleia geral da Universidade após o 25 de Abril, no Teatro Gil Vicente. Vai uma moção para a mesa com o seguinte conteúdo “Angola para o MPLA, Moçambique para a Frelimo, Guiné e Cabo Verde para o PAIGC”. Só houve um voto contra. Terão ficado com remorsos os reformadores? Creio que sim…

De novo a mesma recomendação: ocorram às urnas, nem que votem em branco!

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