
A União Europeia é o principal parceiro de África. A ajuda mútua com vista a dar resposta aos desafios comuns trará mais prosperidade a ambos e fará do mundo um lugar mais seguro, estável e sustentável. A ajuda da União Europeia começa nas pessoas, dinamizando a economia africana com 31 mil milhões de euros entre 2014 e 2020.
Esta contribuição da União Europeia para a construção de um futuro dos jovens em África, para garantir segurança alimentar, reforçar a boa governação, entre outros, é quase o triplo da ajuda pública dos Estados Unidos da América.
Para se ter uma noção, foi graças a programas da União Europeia que 2,4 milhões de crianças foram matriculadas no ensino primário na África subsariana, onde 3200 professores receberam formação em 2016 e 2017. Do mesmo modo, o financiamento europeu permitiu que 18,2 milhões de pessoas em África passassem a ter acesso a energia.
Existe também um plano de investimento externo que estabelece um quadro avançado para melhorar os investimentos em África. Centrados no financiamento de micro, pequenas e médias empresas, na energia limpa e renovável, na conectividade, ou agricultura, serão mobilizados até 44 mil milhões de euros em apoio a instrumentos financeiros inovadores.
Desde Setembro último, a União Europeia já deu luz verde a um pacote de programas de garantia financeira no valor de cerca de 800 milhões de euros em garantias e 1,6 mil milhões de euros em financiamento misto que, no seu conjunto, se traduzirão em 24 mil milhões de euros de investimento tanto no sector público como no privado.
O investimento também passa pela paz e segurança, com formação de pessoal militar, policial e judicial, com ajuda na consolidação da paz após conflitos e muitos outros apoios.
A União Europeia é, de facto, o maior investidor em África, seguido da China no volume comercial e pelos Estados Unidos da América em investimento directo: em 2016, o volume de investimentos dos Estados-membros da União Europeia era de 291 mil milhões de euros, sendo que cerca de 35% do comércio africano é realizado com a União Europeia.
É um mercado extremamente importante e onde Portugal deve ter lugar de relevo, nomeadamente junto dos países que falam português. Em nome próprio e em representação da União Europeia, pois como disse Jean-Claude Juncker, na última Cimeira União Africana – União Europeia, “o que acontece em África afecta a Europa e o que acontece na Europa afecta a África.”
