Opinião: Nunca estivemos tão calmos

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O mundo está de rastos. Mais de rastos do que calculamos.

Acho alguma piada à forma como os comentadores reagem aos mais variados factos e para-factos nacionais e internacionais, parecendo não perceber que, quando estão a comentar algo, esse algo já passou! Dito de outra forma; quando se vão deitar é assim…quando acordam…é assado! Já foi!

Mesmo a informação fluindo com a rapidez que sabemos, muito fica por saber porque não está acessível ao comum dos mortais.

Aliás, a questão da eleição do senhor Trump ter sido condicionada pelo senhor Putin é a demonstração inequívoca de tal.
Agora andamos distraídos com a questão que envolve o Benfica porque o Bruno de Carvalho já era, o gravíssimo problema da reconstrução de casas de Pedrógão Grande, a questão da reposição de direitos dos professores, o discurso derrotista ou calculista do FMI relativamente à Administração Pública e déficit acumulado, o passado Robles e o negócio bem suceddido, a tranferência de uma apresentadora de um canal de televisão para um concorrente e, talvez por fim, mesmo lá para o fim, com o Orçamento Geral do Estado para 2019.

Pior ou melhor, mais coisa menos coisa, o Comité Central dá Ordem ao Sindicato para ir ficando quieto e ceder porque é melhor a geringonça que o PSD e o CDS a governar, o BE corre atrás do prejuízo depois da barracada das mais valias de um seu estratega, o PAN continuará a falar de touradas, gatos, cães, piriquitos e outros que tais, até que a animalada se liberte do jugo humano, e por fim, haverá um restaurante, dos grandes, que ao lado da mesa do casal moderno montará uma manjedoura para que o burro, que por acaso é o seu animal de estimação, lhes faça companhia. Burro por burro, que seja um de quatro patas!

A política europeia é coisa de somenos importância, a composição das lista para o Parlamento Europeu ficará no domínio da troca política e do favor – este bem mais alto – o aumento dos combustíveis é sempre uma fatalidade – o que é que havemos de fazer? – a melhoria do transporte ferroviário fica para as calendas dado que o processo dos concursos é difícil e variado, sendo chamado o Povo a aguentar com as mazelas do sistema, o SNS nunca esteve tão bom como agora, só faltando afinar umas coisitas, o regresso da malta ao Portugal de Camões fica adiado porque a oferta do governo foi um foguete eleitoral que não estralejou porque não teve força impulsionadora e que, por esse efeito, poderia ter deixado alguém incapacitado e, por aí adiante, que até nos esquecemos que a malta mais jovem cada vez deseja desaparecer para bem longe, com uma mistura de saudade e alívio – saulívio! -.

É que por estas bandas, para cativar os jovens, o Estado via IEFP deve manter uma vigilância activa e permanente sobre a forma como o seu dinheiro é gasto. Em primeiro lugar, garantindo que serve para a valorização dos jovens, em segundo lugar para aproveitar a sua capacidade de trabalho e de improvisação e, por fim, para acautelar desvios-de-forma tão em voga! Todos vivíamos melhor!

Parece tudo desconexo…mas não é. Ou não conhece o “lugar” onde vivemos?

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