Opinião – Desemprego caiu 40% em Viana do Castelo

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A demagogia simplória da estatística apresentada por David Ferreira da Silva (DFS), membro da concelhia de Coimbra do PS, no artigo intitulado “O desemprego caiu 24% em Coimbra”, publicado no passado dia 6, obriga a um exercício de aclaração da verdade. Os números não se podem analisar isoladamente.
A afirmação de que há menos 1227 registados como desempregados em Coimbra em Junho de 2018 do que em Junho de 2017 está correta. Assinalamos este indicador como positivo, fruto da ação do Governo, do aumento generalizado do turismo e da favorável conjuntura económica internacional.
Porém, será este indicador um sinal de particular dinamismo económico em Coimbra? Implica que a CMC atraiu muitos investimentos? Não e não!
De facto, este indicador apenas revela que o número de desempregados registados no Centro de Emprego de Coimbra (CEC), diminuiu. Nada mais. Não permite concluir para onde foram! Podem ter emigrado, ou podem ter ido trabalhar para outros concelhos! Aliás, o índice de disparidade do peso do desemprego, da CCDRC, mostra como Coimbra está pior do que a média da Região Centro!
Por isso mesmo (quase) todas as famílias se queixam que os seus filhos e netos têm de sair de Coimbra para conseguir emprego! Quando isso acontece, desinscrevem-se do CEC, naturalmente.
(O INE é a única entidade credenciada para calcular a taxa de desemprego em Portugal, segundo a metodologia oficial do Eurostat, e apenas apresenta valores para o País e NUTSII (grandes regiões).
A redução de desempregados inscritos no CEC, de 24%, está alinhada com a média nacional de 21%! Sem fazer nada por isso, e bloqueando até alguns investimentos, o PS de Coimbra quer andar à boleia do PS nacional e ficar com os louros do trabalho dos outros…
Bem mais acima da média nacional, certamente com as respectivas Câmaras a terem um papel decisivo, estão concelhos como Leiria, com uma redução de 27%, Cantanhede ( 31%), Águeda ( 34%), Mortágua ( 33%), Faro ( 41%), Évora ( 30%), Sines ( 37%), Viana do Castelo ( 40%), etc.
DFS escolheu alguns concelhos para comparar Coimbra, como Viseu, Aveiro e Braga. Analisemos a demografia destes concelhos, entre 2001 e 2017, quanto aos residentes no escalão etário dos 15-64 anos (PORDATA), sensivelmente a idade de trabalho ativo.
Viseu cresceu 1%, Aveiro cresceu 1,6%, Braga cresceu 9,0% (mais 10364 residentes). E Coimbra? Coimbra diminuiu 18,1%, perdendo 18585 residentes!!!
Pois é, sem pôr em causa que em Coimbra também se cria emprego, há menos inscritos no CEC porque muitas pessoas são obrigadas a sair de Coimbra para arranjar emprego, mais do que nos tais concelhos com os quais DFS, mal informado, pensava poder comparar Coimbra…
Lembram-se do PS de Coimbra anunciar antes das eleições que uma empresa se ia instalar no iParque e criar 300 postos de trabalho? Ou que já se tinha invertido a perda de população do concelho de Coimbra? Era tudo mentira.
Infelizmente, a Câmara funciona como uma força de bloqueio do investimento empresarial no concelho. É urgente mudar!!!!

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