“Inês de Portugal” em cena no Mosteiro de Santa Clara-a-Velha

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Poucos espaços serão mais apropriados que Santa Clara-a-Velha – o magnífico mosteiro medieval de Coimbra –, para levar à cena a história trágica dos amores lendários de Pedro e Inês. Sobretudo porque a recriação artística levada à cena pela companhia Fatias de Cá, a partir do homónimo “Inês de Portugal”, romance histórico de João Aguiar, acontece  paredes meias com o antigo Paço da Rainha, onde Inês de Castro viveu com D. Pedro e os filhos de ambos. E é por lá que está a acontecer o regresso do espetáculo, em mais uma temporada a prolongar-se pelos domingos de setembro, com sessões ainda nos dias 16, 23 e 30, às 19H19.

Quem ainda não foi, não deve perder a oportunidade para viver uma experiência – a integrar espetáculo + refeição – que promete não deixar ninguém indiferente, como aliás é marca da companhia de teatro  Fatias de Cá, em mais uma encenação de Carlos Carvalheiro.

O ingresso, informa a produção, tem um custo de 33,33 euros (com refeição incluída). As reservas devem fazer-se através dos contactos 960 303 991, reservas@fatiasdeca.net, https://www.facebook.com/FatiasdeCa/.

Em palco, a história conta-se assim: A execução de Inês de Castro foi decretada por uma sentença real e motivada por imperativos políticos. Ao subir ao trono, D. Pedro, que tinha jurado perdoar os “matadores” de Inês, decidido a vingar a única mulher que amou, quebra esse juramento e proclama Inês, depois de morta, Rainha de Portugal. Para a história, mas também para o imaginário coletivo, haveria de ficar aquela que é a mais sublime e trágica das histórias de amor escritas em português.

O Fatias de Cá, explicam os seus responsáveis, é um grupo de teatro profissional e amador criado em 1979, com um lema particular: “não resistir a uma ideia nova nem a um vinho velho”. A companhia de teatro enquadra cerca de 150 elementos (entre profissionais e amadores), a desenvolverem atividade permanente, regular ou pontual.

O grupo, também ele, tem um lugar cativo na história do teatro português por se apresentar habitualmente em cenários históricos e monumentais, de que são exemplo o Convento de Cristo – em Tomar, terra natal do Fatias, cujo nome se inspira no famoso doce conventual –, ou o Castelo de Almourol, mas também, claro, o Mosteiro de Santa Clara a Velha

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