Coimbra tem futuro garantido mas não pode ficar a dormir

O turismo, as empresas, a inovação e a saúde em Coimbra. Os desafios e as oportunidades. Foram estes os “ingredientes” do debate que o banco EuroBic promoveu, ontem, na Fundação Bissaya Barreto, em Coimbra.
Centenas de pessoas – na maioria empresários – deslocaram-se àquele espaço de Bencanta para assistir ao fórum, onde o desenvolvimento local esteve no centro da discussão. O encontro enquadrou-se num roadshow nacional dinamizado pelo banco, que passou já por cidades como Setúbal, Leiria, Aveiro e Braga, procurando aproximar as comunidades e o tecido empresarial.
No final, o sentimento era generalizado: Coimbra tem um potencial único mas, como disse Paulo Barradas Rebelo, tem de se mexer. Todos concordavam sobre as qualidades ímpares do território, sendo que as opiniões apenas divergiam quanto à estratégia para o futuro e aos benefícios das políticas recentes.

Temos passado.
Mas teremos futuro?
À pergunta “Coimbra tem um passado invejável, mas terá um futuro semelhante?”, Carlos Cidade, vice-presidente da Câmara Municipal e um dos oradores convidados, assegurou: “Coimbra tem futuro garantido”. “Penso que, por vezes, existe alguma falta de informação. Por exemplo, a ligação entre o ensino superior e o mundo empresarial é mais do que evidente. Casos como a Critical Software e o Instituto Pedro Nunes mostram bem que Coimbra está a trilhar um caminho sério e com resultados positivos”, afirmou o autarca, acrescentando que “a cidade não precisa de andar com parangonas para se destacar”, já que a sua história e relevância são “naturalmente reconhecidas”.
Carlos Cidade acrescentou, também, que, “hoje, no pós-crise, as autarquias são mais responsáveis na gestão dos dinheiros públicos”.
Por outro lado, Paulo Barradas Rebelo, CEO e acionista do Grupo Bluepharma, fez questão de destacar as “qualidades inegáveis” do território – conhecimento, inovação e mão-de-obra qualificada – mas mostrou-se mais cético na hora de perspetivar o futuro. “Hoje o mundo é cada vez mais competitivo e, por isso, Coimbra não pode ficar para trás, não pode perder um minuto. Os próximos anos serão decisivos no posicionamento e desenvolvimento da cidade, que deve ser gerida como uma empresa. Neste aspeto, Lisboa e Porto são cidades que, claramente, não ficaram a dormir”, argumentou.

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