Opinião: Vem aí um caderno de Lanzarote

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Anuncia-se para 8 de uutubro, data em que se completam 20 anos da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago, a edição do sexto “Caderno de Lanzarote”, último escrito, de janeiro a fins de 1998. O texto “sepultado” no disco rígido do seu computador teve anúncio em 2002, pelo seu editor à época.

Em 4 de março de 2002, o escritor de “Todos os nomes” foi homenageado no salão nobre do Casino Figueira. Homenagem “civil”, já que a Câmara da Figueira da Foz, à época seguidista da gaga culturalmente política central, ignorou-a. Na cerimónia, para a qual contribuiu bastante a Associação Goltz de Carvalho, foram lidas intervenções diversas versando o homem, o escritor.

No almoço do dia 5 de março, no restaurante da Quinta de Santa Catarina, participaram Idalécio Cação, Baptista Bastos, Cunha Rocha, já falecidos, António Tavares, o casal José e Pilar e outros amigos. Numa época em que as pirâmides são recordadas, nas notas de dólar, em cerimónias, e em documentários do canal “História”, relembro Saramago nos avisou ser urgente acabar com as pirâmides QUE OS FARAÓS CONSTRUÍRAM SOBRE O DORSO E O SUOR DOS ESCRAVOS

Escreveu: “…Um escritor é um homem como os outros, sonha. Sobre os seus sonhos, escreveu livros, que nos ajudam a estar com os pés na terra, a sonhar e a viver talvez utopias, mas “múltiplas variáveis”, no dizer de Henry Bloom, humanas e justas.

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