Opinião: Transportes, ou a falta deles, em Assafarge e Antanhol

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A rede de transportes que serve a União de Freguesias de Assafarge e Antanhol, composta por várias povoações com mais de 5.300 residentes, e que distam poucos quilómetros do centro de Coimbra, é quase inexistente. Nestas localidades residem muitas pessoas que trabalham ou estudam em Coimbra e que, por falta de alternativa para se deslocarem, têm que utilizar transporte próprio, com todos os inconvenientes daí resultantes: poluição, dificuldade de estacionamento, congestionamento rodoviário e outros, no centro da cidade.

Há ainda uma população mais idosa que muitas vezes fica impedida de sair da sua zona de residência porque não tem transporte.

Um dos maiores desejos destas populações é serem servidas por carreiras dos SMTUC em toda a sua área geográfica para que possam deslocar-se nos transportes públicos em vez de terem que utilizar veículo próprio, tirando assim um considerável número de carros a circular dentro da cidade

Devido a um antigo acordo, estas povoações são servidas por empresas rodoviárias privadas que, além de terem tarifários muito acima dos praticados pelos SMTUC, não têm carreiras com horários que as possam servir dignamente.
Na freguesia de Assafarge – formada pelas povoações de Assafarge, Abrunheira, Algar, Carvalhais de Baixo, Carvalhais de Cima, Casa Nova, Fontinhosa, Palheira e Vale de Cântaro – os SMTUC só passam nos Carvalhais e Assafarge. As outras localidades só têm transporte privado, mas com poucas carreiras e caras.

Na freguesia de Antanhol – formada pelas povoações de Antanhol, Albergaria, Valongo, Cegonheira e Cardenha – a carreira dos SMTUC só vai até Valongo. Em Antanhol passam as carreiras que fazem Coimbra-Condeixa e Condeixa-Coimbra, mas circulam somente pela Antiga Estrada de Lisboa que fica a uma distância considerável do centro da povoação o que dificulta o seu acesso, principalmente para a população mais idosa ou com dificuldades locomotoras.

Como no final deste ano acaba o contrato que impõe esta situação e como a Câmara Municipal terá de desenvolver novas negociações com os operadores de transportes, o Movimento Cidadãos por Coimbra (CpC) irá fazer um abaixo- assinado por toda a UF, que será entregue na CM e AM de Coimbra, exigindo que estas populações sejam servidas por carreiras, preferencialmente dos SMTUC, com horários diurnos, noturnos e aos fins- de-semana, devidamente ajustados às necessidades da população.

Esta será a oportunidade certa para o Município apostar e elevar a qualidade urbana, tanto no sentido de equidade social, como no compromisso ecológico. Não faz sentido manter periféricos e distantes estes territórios claramente urbanos, embora mal urbanizados, nem continuar a fazer de Coimbra a velha cidade do automóvel. Queremos dar mais e melhor vida à Cidade, facilitando os acessos e criando dinâmicas para o seu usufruto, enquanto centro económico e cultural do seu território e das suas gentes.

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