Opinião: Poder que apouca

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“Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder”. Esta frase é atribuída a Abraham Lincoln, o 16º presidente do Estados Unidos da América que, no seu curto mandato de 4 anos (antes de ser assassinado) conseguiu manter a unidade dum país mergulhado numa sangrenta guerra civil que teve a sua posição antiesclavagista como pano de fundo.

Ironicamente, se se pensar no atual presidente dos Estados Unidos, dir-se-ia que o (mau) caráter já estava bastante bem definido antes de se tornar o homem mais poderoso do mundo. Apenas se vincaram algumas das características conhecidas ou que se adivinhavam.

Mas há outros que se transfiguram perante o exercício do poder, nomeadamente o político. Alguns são uma boa surpresa: revelam-se trabalhadores, organizados, capazes de ouvir, responsáveis, corajosos perante as dificuldades, e com o indispensável toque visionário que faz deles grandes lideres. Noutros, passam a ser mais evidentes as fraquezas: dispersam-se, são incapazes de tomar decisões difíceis, não conseguem ouvir e/ou negociar, isolam-se, não têm rumo…ou não têm flexibilidade.

As fraquezas humanas são parte da nossa condição e, apesar de poderem ser melhoradas, merecem alguma compreensão. Mas há um comportamento na política que não deixa de ser pouco aceitável; é quando um eleito faz da sua legitimidade democrática uma arma e argumento único quando alguém de si discorda. A grandeza dos verdadeiros líderes é algo diferente.

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