Opinião: O sal da (nossa) terra

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A expressão “vós sois o sal da terra”, bem conhecida dos cristãos, é uma exortação a não nos conformarmos com as circunstâncias, a ser protagonista da vida, a “dar-lhe sabor”. O Núcleo Museológico do Sal, nos Armazéns de Lavos, parece seguir estas máximas. Às extraordinárias e únicas condições naturais, junta-se uma atividade invulgar, baseada numa verdadeira convicção do potencial do espaço por parte dos seus colaboradores. Essa atividade ficou bem visível durante este mês de Agosto com as diversas iniciativas que celebraram os 11 anos de vida do Núcleo (e que envolveram outros parceiros). Teatro, gastronomia, ciência, caminhadas, ambiente, cultura, tradições…tudo isto foi possível explorar, demonstrando como o sal pode “dar sabor(es)” aos dias dos figueirenses e dos turistas que visitam o concelho.

Este equipamento tem uma característica fundamental para atrair as atenções, principalmente do ponto de vista turístico: é único (ou muito invulgar). E é isso que as pessoas procuram hoje em dia (veja-se o caso dos passadiços do Paiva, ou do jardim dos budas no Bombarral, ou da piscina de ondas em Castanheira de Pêra, ou…). Não seria tempo de olhar a sério para este diamante (ainda) em bruto, investir nele, e promovê-lo a sério?

Para já, justifica uma visita. E, pela minha parte, continuará a ser ponto obrigatório de passagem de cada vez que quero mostrar um pouco da Figueira aos amigos estrangeiros que me visitam.

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