Opinião – O fraco líder faz fraca a forte gente

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Coimbra perde por ter um autarca que em 2014 e 2015 bradava aos céus com a indignidade que representava (e continua a representar) o estado da Estação Coimbra-B e com a vergonha que era (e continua a ser) não só para a cidade, mas também para o país o facto de ter uma das suas principais estações perfeitamente equiparada a um apeadeiro. Coimbra perde porque mudaram os tempos, mudou o Governo e a indignação deste autarca também mudou e mudou ao ponto de agora se contentar com poucochinho. Tão poucochinho que aquilo que em 2014 e 2015 era prioritário, agora é perfeitamente secundário, passando de bandeira eleitoral e arma de arremesso político a tema totalmente descartado.

Se Coimbra quer afirmar-se como líder desta região, precisa de uma estação central intermodal como peça nuclear de uma estratégia de mobilidade integrada para o concelho de Coimbra e para os concelhos que a rodeiam. Isto sim, é prioritário para a cidade e para a região. Aquilo a que assistimos deste Governo como intenção para a nossa região são apenas remendos. Remendos em Coimbra-B, remendos no IP3 e até uma solução remendada para o Metro Mondego. E todas elas são, até agora, apenas promessas de remendos, vagas e sem qualquer tipo de concretização, por mais pequena que seja.

Agora que a cidade poderia ter todos os astros alinhados, como não tinha há décadas, com Governo e autarquia no domínio da mesma família política, percebemos que a rasteira capacidade de influência do Partido Socialista de Coimbra em Lisboa nos condena à irrelevância que infelizmente já prevíamos. Para quem se auto intitulava como o interlocutor ideal para dialogar com este Governo, tem demonstrado pouco, muito pouco. E assim, quem perde é Coimbra e somos todos nós.

O que temos em Coimbra-B é paradigmático daquilo que é o abandono a que Coimbra está votada por Lisboa. Mas Coimbra não pode estar à espera do reconhecimento que lhe possam atribuir ou das migalhas que lhe queiram atirar. Coimbra tem que fazer mais, muito mais. Coimbra tem que ser incontornável!

O CDS Coimbra colocou a Estação Coimbra-B e o seu abandono no centro de uma acção nacional de denúncia do colapso da CP, fruto do desinvestimento do actual Governo na ferrovia que não encontra paralelo nem mesmo quando estivemos sob a execução do memorando de entendimento com a troika. O CDS Coimbra conseguiu assim combater a falta de relevância e a falta de espaço mediático de que Coimbra sofre cada vez mais, colocando um tema que consideramos prioritário para a cidade e para a região na ordem do dia e sob o olhar do país.

Uma pequena vitória dirão vocês, mas a vida faz-se de pequenas vitórias.

One Comment

  1. José Gomes says:

    Os "remendos" (do Metro Autocarro, IP3, Estação B …talvez aeroporto…) é típico de quem joga o velho jogo «ambição do poder» servindo dois senhores: os votos (por cumprir com remendos) e o poder nacional (aceitando qualquer mentira que esconda que o capital está maioritariamente na grande Lisboa e no grande Porto). Assim se servem dois senhores, mas não se serve a comunidade ou o país.

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