Opinião: Ó Bruno, tu queres, ou não queres, duas bofetadas bem dadas?

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Caros amigos,

Em tempo de férias, já avisei, aproximo-me de uma versão hippie chique (tão burguesa quanto as finanças me permitem) e fico em modo ‘paz e amor’. Recomendo! Parece que faz bem à pele… e aos nervos.

E, por isso, é sobre amor que vos escrevo hoje, de novo.

À espreita das últimas, deparei-me com uma foto do Bruno de Carvalho, a declarar o seu verdadeiro amor. Não sei a quem e nem me interessa nada! Aqueles olhinhos não enganam, o rapaz está enamorado, sim, e, como qualquer amante, faz uns disparates próprios de corações impacientes.

Eu cá apostaria que o rapaz continua perdido de amores pelo Sporting e não tolera a nossa rejeição (sim, sou lagarta, anti BdC, já confessei). E, ainda por cima, o garoto pode padecer de uma maleita (ou gozar de uma condição, para os mais liberais) chamada masoquismo. E pode precisar que nós, criaturas sensíveis e solidárias, lhe prestemos os cuidados assistenciais devidos a qualquer alma cristã.

Pois sim, vamos lá então cogitar. E se o Bruno não fosse um louco nem um oportunista agarrado ao lugar, mas tão só um pobre masoquista apaixonado pelos sportinguistas? E se o rapaz, adoecido pela paixão, quisesse apenas umas nalgadas dos seus amados? Ou uma declaração de amor, seguida de um valente puxão de orelhas, para levantar o ânimo? E se fosse mesmo assim?

Por mim, para animar o petiz e atenuar a nega dos verdes, preparávamos-lhe um menu à medida.

Começávamos por um pequeno bullying: uma coisa assim do tipo ‘não vales nada’, ‘ninguém te quer’, ‘vais acabar sozinho’, ‘tu não jogas com o baralho todo’, ‘cala a matraca, ó besouro histérico’, “vai ao bingo a ver se te sai uma linha”… Prosseguíamos com uns pequenos mimos carregados de afecto, umas palmadinhas amorosas, uns beliscões atrevidos, uns açoites malandrecos, uns amassos audazes, uns tabefes à socapa, uns sopapos acanhados.

E, depois, embalados pelo deleite do rapaz, avançávamos para uns cascos bem dados, umas vergastadas arrojadas e eu sei lá mais o quê… alfinetadas, bacamartadas, baionetadas, batatadas, cacetadas, canivetadas, chibatadas, chicotadas, cornetadas, dentadas, marretadas, paulitadas, sapatadas, traulitadas, trombetadas, vergastadas… tudo por amor, muito amor. No final, cumpríamos a promessa do Vítor Espadinha (homem apaixonado a provar que o amor não tem idade) e enfiávamos-lhe duas valentes ‘bofetadas’. Aí é que o rapaz se fazia homem e estrebuchava de prazer!

Mas este menu é exclusivo para amantes masoquistas e, por isso, a cautela exige que verifiquemos o consentimento do rapaz antes da hora H. Por isso, Bruno, se é o amor dos sportinguistas que tu queres, diz. Não te acanhes! E assume o teu gosto por uns valentes açoites, assim à moda de Alcochete. É chato, mas, por amor, a malta habitua-se. E, olha, Bruno, se assim for, seja o que tu quiseres, como diz o Herman.

PS: Hoje declaro-me em dívida com o Bloco! Um dia destes vou escrever-lhes para lhes agradecer a resposta ao compadre Costa. Ao choque e à indignação do demagogo de serviço, o BE respondeu com uma proposta para definição do ‘leque salarial de referência’ e da forma de ‘castigar as empresas’ que violarem aquele limite (vedando-lhes o acesso a benefícios ou subsídios e apoios públicos).

Bem! Muito bem! Parabéns, Catarina! E vocês, Costa, Rio, Cristas, Jerónimo? Aos amigos dos salários chorudos, tão úteis às campanhas partidárias, àqueles que ganham 200 vezes mais do que um trabalhador médio da mesma empresa, o que lhes direis?

One Comment

  1. Poortugues says:

    Bruno de Carvalho, tendo os seus episódios menos felizes foi completamente chacinado enquanto pessoa e enquanto homem pelo jornalismo português. Não há televisão que não tenha dedicado horas de "comentadeiros" e "paineleiros" a destruir o homem, a criticar gratuitamente, a rebaixar. Nas páginas de inumeros jornais se foram lendo histórias (e "estórias") a denegrir o homem. A imprensa assassinou o carácter de um homem e continua todos os dias a gabar-se disso e a espetar mais uma faca.

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