Opinião – Não me matem!

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Em boa verdade um autarca não tem que saber de botânica, pode até nem saber distinguir escalracho de ervas daninhas, mas exige-se que esteja rodeado de quem saiba e lhe prepare informação relevante para a tomada de decisão, que a leia, não assine de cruz nem veja projectos por “amostragem”! E será possível que um Arquitecto não saiba o valor duma paisagem natural, o tempo que esta demorou a fazer-se e a consolidar. Também não me parece normal que quem planeia o espaço urbano não tenha em atenção uma das maiores riquezas das cidades, o seu património arbóreo. Mas é preciso que se diga da importância das árvores nas cidades? Que estas contribuem para o conforto urbano, criando sombras que nos protegem dos raios solares, tornando espaços circundantes abrigados, pelo aumento da humidade do ar e protecção do vento, que ajudam a redução do consumo energético das habitações envolventes. As árvores absorvem os gazes de efeito estufa, reduzem o ruído, permitem a infiltração de águas pluviais, fixam poluentes, favorecem a biodiversidade, além de melhorar a estética e agradabilidade dos locais, com a diversidade de cores e luz únicas nas cidades.

Já se cometeram muitos atentados ao património natural da Figueira da Foz e o Jardim de Buarcos ia sendo mais um! Não há pior mal para a urbe do que a ignorância assumida de quem gere os seus destinos! Não há maior bem para a urbe do que ter um movimento cívico atento, activo e mobilizador! Boa Luís, valeu a Pena!

 

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