Opinião: Foi daqui

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Parece pertencer a um passado muito longínquo, mas foi “apenas” há 210 (faz hoje) que as tropas do General Wellington, compostas por 10.000 homens (!), desembarcaram em Lavos dando início a um movimento de resistência ativa à ocupação francesa no território nacional. Daqui o exército britânico partiu para as duas primeiras vitórias importantes (as batalhas da Roliça e do Vimeiro).

Dizem as crónicas que o desembarque em Lavos foi uma solução de recurso: primeiro havia a intenção de o fazer na Corunha. No entanto, os espanhóis (que também lutavam contra a ocupação francesa) não aceitaram, pedindo apenas reforços de armas, munições e dinheiro. Pensou-se então no desembarque em Portugal sendo Lisboa a primeira escolha como porta de entrada na Península Ibérica. Mas o bloqueio que havia ao longo da costa e número de franceses na capital desaconselharam tal movimento. Próxima opção: Peniche. Uma vez mais, a presença francesa (ocupando o forte aí existente) gorou tal intenção. Foi então que apareceu a opção de fazer o desembarque no lado sul da foz do Mondego. Ou seja, este era o primeiro porto seguro a norte de Lisboa.

Relatos desse tempo contam que a ondulação dificultou as manobras (já nesse tempo…) que se prolongaram por 5 dias. E que os habitantes da zona deram imediato apoio através do empréstimo de botes, cavalos, mulas, carros de bois e fornecimento de provisões.

Tudo isto é história, tudo isto é património. Tudo isto é passível de ser valorizado e oferecido àqueles que visitam a Figueira e aos jovens que nela crescem (que belo filme de aventuras…). Assim haja memória. E criatividade.

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