Concurso para a ARS Centro

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Um concurso para um lugar devia construir-se de uma análise de resultados com estudo de morbilidade e mortalidade. Imaginemos um concurso que vai à CReSAP, instituição que analisa os perfis de candidatos a lugares de dirigente da administração pública, emitindo pareceres sobre os percursos apresentados. Há mais de um ano concorri a um, de que aguardo curioso a definição dos três candidatos que a CReSAP apresentará ao Ministro. Éramos seis concorrentes, sendo que uma já ia com a vantagem de ter sido escolhida por Pedro Coimbra para as funções às quais não apresentara ainda curriculum. Ficou desde então como “a Interina”. A interina pode ter ou não curriculum mas já ocupa o lugar e portanto atira por terra a importância da própria CReSAP e converte-a numa instituição inútil e sem qualquer importância.
O perfil é escolhido de um modo específico, de contornos pouco claros e conduz as pessoas de sempre a lugares semelhantes ou peculiarmente adaptados. Penso que é o mesmo critério de muitas comendas e louvores em Portugal: alguém disse, alguém espalhou, alguém propagandeou e um artista vira comendador. Vamos, para evitar ofensa à porta de casa, falar do Zenal Bava. Um homem com percurso cheio de nódoas, leva à morte a PT, conduz ao desastre financeiro a Riforte e consequentemente o BES e é ainda o mesmo homem que negoceia o desastre “siresp” com António Costa. Este homem que Mortágua acusava de má memória foi o gestor modelo em Portugal e acabou com prémios por todos estes féretros e ainda a comenda dada por Cavaco Silva. Zenal Bava se apresentar o curriculum sem os resultados, só os cargos, pode ser excelente para a ARS Centro, pode ser o presidente do CHUC, podia ser um gestor indiscutível para o Mercado Abastecedor de Coimbra, retirar a Presidente vitalícia da Bissaia Barreto.
O homem curricularmente é intocável. O problema é que aquilo é mais cadastro que curriculum e portanto não deveria ganhar concurso nenhum. O que fará a “CReSAP”? Analisa os cursos, as comendas, os pelouros e quer haja mortalidade quer haja morbilidade ou crimes que transitarão em julgado, o tipo será melhor que eu ou o Carlos Salomão, ou o Francisco Rodrigues, ou o Hernâni Caniço ou até a Rosa Marques que fomos à abertura do Procedimento Concursal n.º 804_CReSAP_55_10/17, depois repetido em Fevereiro, porque não haveria três suficientemente bons para serem propostos ao Ministro.
O meu pasmo é a definição de bom quanto baste. O que constrói o perfil de um Presidente de ARS para a zona Centro? Possivelmente plano estratégico, ausência de doença mental, vida activa com trabalho valorizável, uma história de objectivos conseguidos e de organização com resultados evidentes e não menos: seriedade reconhecida, experiência de liderança. Mas se pensarmos o que foi a ARS das últimas décadas temos um lugar onde se decidiu criar a morte do edifício Pediátrico e a construção com dolo em estudo de um elefante branco. Temos a idealizada morte do Centro Hospitalar de Coimbra (Covões, Bissaia Barreto e Pediátrico), o “apagamento” do Sobral Cid e do Lorvão, a agência de emprego partidário que colocou famílias inteiras na própria ARS, a estruturação de uma rede de cuidados continuados que investigarei se me escolherem, a ausência de fiscalizações institucionais aos dependentes da ARS, entre outras finitudes. Então qualquer um dos seis poderia ser “quanto baste para” porque basta abrir a boca, coçar a barriga, não insultar os funcionários, não verificar, não vigiar, não criar plano estratégico para ser o próximo Presidente da ARS Centro. O que é preciso para ser Presidente da ARS Centro? Fazer o que o Pedro Coimbra achar bem, ou o Ministro decidir cremar. Haja Deus!

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