“A Beira da Estrada” e “A Estrada da Beira”

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Há coisas que não se devem confundir, apesar de toda a legislação desportiva incidir sobre o futebol. Questões de formação ética, questões de boa ou má educação, mais do que coisas de berço!
Eu sei que o futebol é a “droga” mais vendida entre os políticos! Não é por acaso que “todos” se deslocaram à Rússia para verem um flop e se esqueceram de viajar até à Finlândia onde os nossos sub-19 foram campeões. Eu sei, que eles sabem, que eu sei… que eles não sabem! Porque se soubessem, ou no mínimo tivessem a menor ideia, ou perguntassem, perceberiam que teria sido extraordinariamente importante terem ido apoiar a garotada, porque deverão ser eles que, no futuro, alimentarão o seu vício!
Qualquer lei que surge terá sempre no horizonte o futebol. Travar a violência no futebol faz-se através da escola. Far-se-á através da prática regular do desporto na escola nos vários graus de ensino. É importante que os miúdos tenham menos tempo em sala de aula, que aprendam a ler e a escrever a seu tempo e que tenham mais horas para actividades lúdico/formativas.
A lei, porque tem de existir sempre uma lei, regula tão somente e administrativamente uma punição. Nada mais do que isso. Porque o essencial que determina a lei, lá continuará!
Experimente um dos senhores ministros decidir que “já se pode utilizar o telemóvel a conduzir”, e perceberá o que milhões de automobilistas farão, apesar de saberem que é um perigo para os próprios e para os outros.
Não é uma lei que estimula os comportamentos. A lei apenas pune quem não cumpre!
Voltemos lá ao desporto, que de futebol – de que eu gosto muito, adoro até – já estamos conversados!
Saberá o governante, que a grande maioria das modalidades desportivas, das quais a minha se destaca – o Basquetebol – não precisa de policiamento. E mesmo, quando alguns encarregados de educação – que não Pais – “metem o pé na argola”, são sempre objecto de queixa.
Que eu saiba, nem as federações desportivas nem os clubes que não têm problemas com a segurança, são beneficiados financeiramente. E deveriam sê-lo. Porque eu gostaria de saber quanto custa “levar adeptos” dentro de uma gaiola da polícia até a um estádio onde se vai jogar um desafio de alto risco.
Ora, se isso custa uma fortuna ao erário público, seria lógico que o Ministério da Educação aumentasse as verbas para as Federações Desportivas, colmatando uma falha de governação grave.
Eu sei que não estou a ser politicamente correcto, nem tal me interessa e preocupa. O que na verdade me preocupa é o cinzentismo com que se abordam estes temas, o medo de se ser mal interpretado, o “baixito interesse” que obriga ao silêncio.
O Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, que por acaso foi um basquetebolista de eleição, foi ouvido numa comissão da Assembleia da República.
A criação da “autoridade administrativa exclusivamente vocacionada para a segurança e o combate à violência no desporto” poderá ser criada. Mas deveria ser dado enfoque ao futebol, porque aí sim, a violência faz parte do dia a dia!
Espero que as federações desportivas não caiam nesta esparrela e não pertençam a uma comissão que serve apenas o futebol.
Na dúvida, estudem as decisões da Ex- Primeira Ministra Inglesa Margaret Thatcher. Explicou!

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