Opinião: “Metamorfoses”

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Hoje, vou escrever sobre a “metamorfose”, não sobre o “ insecto monstruoso” em que George Samsa se transformou, no livro ”A metamorfose”, de Franz Kafka, mas nas transformações de algumas zonas citadinas. Não tenho a mínima dúvida da necessidade de adequar as cidades às exigências, culturais, económicas, até políticas.

Houve o período das rotundas, anteriormente, das avenidas e das praças, motivadas pelas alterações do trânsito. Nos últimos anos, o imperativo criado pela defesa do ambiente “isolou” zonas consideráveis ao trânsito motorizado. Recordem as ruas Ferreira Borges, Visconde da Luz, em Coimbra, a rua da Republica e o Bairro Novo, na Figueira, e as suas transformações constantes, em matéria de trânsito.

Não duvido, os pulmões devem ter “agradecido”, mas a dificuldade de aceder comodamente aqueles locais… Como alguém me disse: “Sem carros, não há comércio”. Neste momento, é Buarcos e os seus acessos a serem alterados completamente. Uma verdadeira metamorfose, um alargamento da área pedonal, uma promessa de novas zonas verdes. Vamos esperar para ver. Ficarei “espantado” se a “Baixa” de Buarcos continuar a ter tanto movimento. Mas, enquanto há pernas, há esperança. Enquanto não nos nascem asas.

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