Opinião: Coimbra, Património da Unesco. Capital europeia da cultura 2027

1. A minha aposta favorita
No passado dia 5. Junho a vasta assistência que enchia o auditório do Convento de S. Francisco, viu a Comissão de preparação da candidatura de Coimbra a Capital europeia da cultura, esclarecer que seria uma Candidatura abrangente e solicitar sugestões de actividades a desenvolver.
Julgo que uma das primeiras sugestões será definir a abrangência que se pretende atingir e a partir daí, definir as grandes linhas de orientação e um plano estratégico de actuação onde caberão então as actividades mais ou menos especificas a desenvolver.
Procurando responder ao desafio apresentei nas duas Cronicas anteriores possíveis graus de abrangência. A primeira foi a de uma candidatura limitada à Região de Coimbra que entitulei: “ Coimbra e a sua Região. Historia, Património material e imaterial, mais de 20 séculos de cultura”. A segunda a de uma candidatura alargada à Região Centro: “Coimbra e a Região Centro. A cultura como factor de equilíbrio, desenvolvimento e coesão social”.
A terceira Crónica, a de hoje, tem a ver com o Património Unesco que Coimbra obteve, para bem de todos nós, em 2013. Se à partida jà apostava nesta ultima, como candidatura de valor excepcional, a conversa havida na 6ª feira passada na UC comemorando o seu 5º Aniversario de Património da Unesco foi, para mim, esclarecedora.

2. Coimbra Património da Unesco
Teve como oradores; António Sampaio da Nóvoa (embaixador de Portugal na Unesco), Morais Cabral (embaixador de Portugal aquando da atribuição da distinção hà 5 anos), Walter Rossa (professor da cátedra Unesco. Influencia portuguesa no Mundo). A intervenção de Antonio Sampaio da Nóvoa foi notável e dela recordamos alguns excertos:
“Coimbra é a nossa “alma mater”. De uma maneira ou de outra, todos nós portugueses nos sentimos um bocadinho de Coimbra”
“Porque, verdade seja dita, Coimbra é muito mais do que um Património. O seu papel na formação da língua, da cultura portuguesa e da Lusofonia é um trabalho único e notável, que nunca é demais realçar e agradecer. Daí ser Património material, mas tambem imaterial (para além da UC só existem mais 2 Universidades no Mundo, com esta distinção!). Talvez por isso, tal como muita gente, quando falo de Coimbra deixo de lado a lógica e falo com o coração”

3. O factor chave de sucesso que Coimbra deve utilizar
Durante o animado debate que se seguiu, surgiu a seguinte pergunta:
“Depois da obtenção do Estatuto Unesco em 2013, a obtenção agora do Estatuto de Capital europeia da Cultura 2027 seria ouro sobre azul! Coimbra parte com uma carta no baralho de valor extraordinário, este Estatuto da Unesco que, se jogado com inteligência e trabalho, é praticamente invencível.
A Comissão é formada por pessoas de grande valor, conhecedoras, experientes, determinadas, apaixonadas e de sucesso. Na sua apresentação a Comissão pediu sugestões. Com a sua experiencia e conhecimento que sugestão lhes daria?”
A resposta foi simples mas directa e esclarecedora:- “Aproveitem bem este Estatuto, naquilo que ele tem de diferente e de vantagens sobre qualquer outro. Coimbra não é só passado, é sobretudo presente e futuro.
Uma junção notável entre as pedras mortas (o Património que é visitado ) e as pedras vivas (os estudantes que chegam e partem de Coimbra todos os anos para a descoberta de novos Mundos). Ontem como hoje, hoje como no futuro. Coimbra esta morada da Sabedoria tem a capacidade de ser um lugar de intervenção onde as pedras mortas (dum passado glorioso) e as pedras vivas, se fundem na construção do futuro”.

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