“O nosso passado não é o nosso futuro”

Foto DB-Pedro Ramos

Foi um encontro feito de histórias de vida de quem foi acolhido em instituições e, por isso, nem sempre fáceis. O I Encontro de Jovens (ex) Acolhidos reuniu ontem, em Coimbra, mais de 250 pessoas de 30 instituições de acolhimento de 12 distritos.
O início de cada história é em quase tudo semelhante e começa com o choque de quem é deixado ao cuidado de desconhecidos. O que muda é o que depois cada um consegue fazer com a sua vida.
Emanuel, de 23 anos, é um caso de sucesso. Saiu da Comunidade Juvenil Francisco de Assis, em Coimbra, há dois anos. Tem um curso superior em Tecnologia Alimentar, é pai, tem um emprego. “No primeiro dia que fui para a instituição foi um choque”, contou no auditório do ISCAC repleto de jovens que conhecem bem a sensação. Tinha sete anos, e dois irmãos de quatro e cinco que também ficaram. “Chorei, esperneei…”, lembra.”Estavas revoltado?”, questionou a jornalista Sandra Felgueiras, que moderou o debate. “Não. Frustrado”, explicou com a calma de quem está de bem com a vida. “Porque decidiste ir para a universidade?” A resposta é pronta. “Pensei: o nosso passado não é o nosso futuro”.
Jéssica, de 19 anos, também já é mãe. Passou por três casas de acolhimento, perdeu a conta às vezes que fugiu. No seu percurso de vida estão pais toxicodependentes e uma família adotiva. Começou a consumir drogas e a roubar para o vício aos 12 anos. Parecia que nada a fazia parar até ter tido o Alexandre. “Foi o meu filho que mudou tudo”, contou.

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