Investidores para investir mesmo têm todo o meu apoio

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FOTO DB/PEDRO RAMOS

O senhor tem vindo a defender o casamento de Coimbra com o rio e as suas três margens… Três?

Sim, três, incluindo a da espiritualidade do Vale do Mondego e do sentimento de pertença e de autoestima dos conimbricenses no relacionamento com a sua cidade. Ao longo dos tempos, são características da nossa cidade a comunidade de vizinhança, de defesa comum e recíproca, do bom acolhimento aos que vêm de fora, de criação de um espaço de encontros, nos planos cultural, cívico, étnico, que gera uma espiritualidade única.

Olhando então para o rio e para as margens físicas…

Do rio, começo por referenciar a operação de desassoreamento, que é um bom contributo para o reforço da dimensão ambiental deste extraordinário recurso natural. A par desta grande intervenção, há também a de requalificação dos muros da margem direita, entre as pontes de Santa Clara e do Açude, que já tem financiamento garantido, de oito milhões de euros, e está apenas à espera do visto do Tribunal de Contas. A montante da Ponte de Santa Clara, merecem relevo as empreitadas de requalificação do Parque Manuel Braga e a reconstrução das “docas”. Depois, há a parte lúdica e desportiva, com o aproveitamento das suas margens e do seu leito que, aliás, por estes dias é particularmente visível. Em ambas as margens, a Câmara tem procurado reforçar e diversificar a mobilidade. Desde logo, através da construção da ciclovia, desde o Vale das Flores até ao mais que se consiga chegar, a poente, no Bolão.

Como está a câmara a estimular a reabilitação?

Na margem esquerda, todo o investimento público na Praça das Cortes, no Convento de São Francisco e na avenida João das Regras é indutor de obras de requalificação urbana, por parte da iniciativa privada. Quero destacar a intervenção profunda no Portugal dos Pequenitos, a cargo da Fundação Bissaya Barreto. E é provável que, ali perto, surja um novo hotel. Pela nossa parte, depois de termos assinado um protocolo com a Paróquia para a reabilitação da Capela de Nossa Senhora da Esperança, a próxima obra vai ser na Calçada da Rainha Santa Isabel, onde queremos construir uma espécie de passadeira, em materiais adequados, no centro da calçada, de forma a garantir maior conforto aos peões.
Nas traseiras do apeadeiro velho, a câmara comprou uns armazéns antigos, o que vai permitir que, finalmente, se possa terminar a pista de BMX.

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