Opinião: Regresso ao passado

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Esta semana o PSD veio a público questionar as obras, em Buarcos e na zona velha da cidade, na vertente do estacionamento e do trânsito. O Bloco de Esquerda (BE) pediu à Câmara o Plano de Acessibilidades perguntando pelo investimento na “mobilidade para todos”.

A Câmara respondeu ao BE que está a construir um elevador na “Esplanada” e que assim vai “melhorar as acessibilidades”. Constata-se o regresso ao passado, “as grandes obras” que ofuscam as fragilidades diárias da governância local. Nas “pequenas obras” verificamos que não há preocupação com a “mobilidade para todos”.

O PSD tenta um regresso ao passado, o carro como “charneira” da política urbana, uma cidade de e para o “individuo” em detrimento da comunidade. Objetivamente há muitos lugares de estacionamento na baixa da cidade e poucas zonas pedonalizadas. Falta organizar esses lugares, promovendo que sejam os clientes a ocupar o espaço mais próximo das lojas (curta duração) e não os comerciantes e empregados a ocupa-los (longa duração) como acontece agora. Falta ainda proteger os lugares para moradores no período pós laboral.

Necessitamos de incentivos para que haja mais gente residir nos centros históricos, percorrendo as ruas a pé e fazendo aí as suas compras. Precisamos que o comércio seja revitalizado, é uma questão de identidade. O “regresso ao passado” do PSD, a luta pelo estacionamento e a defesa dos carros, revela incapacidade de criar uma nova narrativa para a cidade. PS: Louve-se a substituição da calçada por lajes, menos quedas e redução de custos de manutenção na zona comercial da cidade.

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