Opinião: Serviço Nacional de Saúde, sim!

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As populações de São João do Campo e da Adémia têm, como todos as outras, direito a cuidados primários de saúde com qualidade. Assim, têm vindo a defender, por diversas formas – desde abaixo-assinados, concentrações, deslocações à tutela -, o direito à manutenção das respectivas extensões do Centro de Saúde da Fernão de Magalhães.

Já escrevi diversas vezes sobre esta mais que justa reivindicação. Estive, com camaradas meus, presente em várias acções de rua. Levámos a reivindicação à Câmara e à Assembleia Municipal.

Agora, a Comissão de Utentes do Centro de Saúde veio de novo publicamente defender a manutenção destas duas extensões. Esta Comissão recorda que a extensão da Adémia se encontra ainda encerrada depois de ter existido um compromisso para a sua reabertura, pela ARS, no dia 4 de Junho.

Hoje, portanto. refere a Comissão que “a solução para a reabertura plena desta extensão terá de passar pela não transferência de responsabilidades da Unidade de Saúde Familiar, a estrutura que possui o dever sobre estes utentes, tendo esta que encontrar a solução para a dita reabertura” e acrescenta que “a não reabertura desta unidade, no dia acordado, implicará a luta das populações”.

Sobre a extensão de São João do campo, a Comissão lamenta “as condições precárias de funcionamento”, sendo “mais uma que parece enveredar pelo caminho de degradar para depois encerrar”.

A Unidade de Cuidados de Saúde Personalizados tem actualmente doze médicos e sete administrativos para responder às extensões de São João do Campo, São Silvestre e Ardazubre, bem como à própria sede na Avenida Fernão de Magalhães. Pretende-se que ainda dê resposta à Adémia! A tudo isto, acresce que o próprio Centro de Saúde da Fernão de Magalhães tem instalações péssimas, extremamente degradadas. Difícil será encontrar outro pior!

Têm razão os utentes! Há absoluta necessidade de construir um novo edifício para o Centro de Saúde da Fernão de Magalhães. É necessário, entretanto, que se proceda a intervenções mínimas, mas urgentes. É sobretudo inadiável o reforço de pessoal a vários níveis.

O Serviço Nacional de Saúde, instrumento para o cumprimento do direito à saúde constitucionalmente consagrado, tem de ser protegido.

Estas populações não deixarão para outos uma luta tão significativa como esta. O seu direito à saúde!

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