Trabalhadores pedem insolvência dos estaleiros navais da Figueira da Foz

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Os trabalhadores dos estaleiros navais da Figueira da Foz, concessionados à Atlantic Eagle, decidiram avançar com o pedido de insolvência da empresa. A decisão foi tomada ontem, num plenário realizado nas instalações da União de Sindicatos da Figueira da Foz (USFF), que contou, também, com a participação dos sindicalistas José Paixão e António Moreira.

 

O pedido de insolvência tem como objetivo acionar o mecanismo legal que permite aos trabalhadores acederem ao Fundo de Garantia Salarial, que paga até seis meses de salários em atraso, e tem de dar entrada no tribunal até ao fim deste mês.

Com o pedido de insolvência da Atlantic Eagle, os trabalhadores, porém, não afastam a possibilidade de regressar ao trabalho, desde que sejam requisitados pelo administrador de insolvência ou por um novo investidor.

Entretanto, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde, reúne-se, esta semana, em Lisboa, com o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral, tendo os estaleiros na agenda.

Informação completa na edição impressa

 

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    A Atlantic Ship Eagle (ou lá como a coisa se designa) até foi abençoada pelo Bispo Prémio Nóbel da Paz D. Ximenes Belo (agora exilado na metrópole, algures em Anadia), quando lhe foi permitido vir à Figueira da Foz para ver o navio patrulheiro que estava a ser construído para o Estado Timorense… O Senhor Bispo não conseguiu reproduzir o milagre da multiplicação do carcanhol?
    Que relevância jornalística teve o facto essa mera curiosidade tablóide style de que aqui os bravos jornaleiros do Beiras Times se apressaram a fazer manchete?
    Foi isso que impediu que o concessionário rapidamente se visse nesta situação de, ao que parece, até já nem salários pagar?
    Não teria sido mais interessante do ponto de vista do interesse do comum leitor e cidadão perceber de onde vinha essa gente da Atlantic Ship Eagle (ou como isso se designa) e perceber igualmente se essa gente tinha capacidade para fazer o que quer que fosse dos estaleiros navais (diferente do que aquilo que foi feito, naturalmente)… ?
    Enfim… Quando o jornalismo se converte em lambe-botismo, mais não é preciso dizer…

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