Opinião: Perguntas ao acaso

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Hoje decidi deixar-vos um conjunto de perguntas que confesso, não tenho grande esperança que sejam respondidas.

As mesmas não seguem qualquer linha, mas são colocadas ao correr da pena.

Vejamos então:

– Dr. Manuel Machado, porquê essa preocupação com a utopia do aeroporto, esquecendo o apeadeiro da Estação Velha, que há tantos anos reclama obras estruturais, e que deem algum conforto aos passageiros que a procuram?

– Já agora, quando é que pensa em arranjar a ligação entre as duas Estações, expropriando se necessário os incríveis barracões, e arranjando a estrada que liga, junto ao rio, desde o Choupal, até à Estação Nova?

– Caminhos de Fátima, o que fez Sr. Presidente para os peregrinos que todos os anos continuam a atravessar a nossa Cidade, de forma desordenada?

– Uma última pergunta. Tenho-o visto pouco empenhado no IP3, e ele é seguramente uma via estruturante para que Coimbra possa ser de fácil acesso para todas as Beiras.

Passo a perguntas, se calhar de caráter mais geral, e questiono se é verdade ou não, que a Cáritas ficou de depositária de 3 milhões de euros de dádivas aquando dos incêndios que nos flagelaram? E se sim, onde foi aplicado esse dinheiro?

– E já agora, a Caixa Geral de Depósitos, não tinha também 2 milhões de euros?

– Sr. Engenheiro Manuel Pinho, em que ficamos? Recebeu ou não, milhões de euros do GES? A título de quê? Sempre comprou um apartamento em Nova Iorque por mais 1 milhão de euros? Tem algum amigo ou familiar que seja rico?

– Dr. Mário Nogueira, há quantos anos dirige os Professores em Portugal? Será que eles, Professores, continuam a aceitar as suas permanentes ameaças, esquecendo que a principal função de um Professor é de instruir, mas também de educar? Acha que a forma como conduz, a seu belo prazer, a luta dos mesmos tem outros fins que não meramente políticos? E os Professores o que pensam disto?

– Já agora o mesmo, Dr. Arménio Carlos, e a sua CGTP, há quantos anos manobra, o Senhor e o Partido Comunista, essa central sindical, sempre ao serviço de políticas de extrema esquerda, esquecendo os trabalhadores na sua quase totalidade?
Mudemos radicalmente de assunto, para vos deixar mais algumas questões.

– O Tribunal Constitucional não aceitou parte do Decreto de Lei emanado da Assembleia da República, relativamente às barrigas de aluguer, e que o CDS tinha pedido a fiscalização preventiva. Independentemente de ser frontalmente contra, a questão que coloco é a diferença, quando no tempo do Governo anterior, mais de uma dezena de vezes o Tribunal Constitucional não aceitou medidas do Governo, e agora os mesmos que aplaudiram, vêm criticar de forma inacreditável uma decisão do Tribunal Constitucional.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades… E ninguém se envergonha?

– Quase todos os dias há notícias de assédio sexual, a questão que vos deixo, e que poderá levantar alguma perplexidade, mas que é minha convicção íntima, é aquela que me leva a pensar que há muito mais assédio de mulheres a homens, do que o contrário.

E fico por aqui no que concerne a este tema. Pensem seriamente nele, e depois tirem as vossas conclusões.

– Estamos no 1º de Maio, e custa-me muito que se tenha transformado, não numa festa de todos os trabalhadores Portugueses, que graças a resultados notáveis na nossa economia têm hoje uma das mais baixas taxas de desemprego, de há muitos anos a esta parte em Portugal, para se transformar num mero veículo de contestação política com os slogans de sempre, e com as mesmas caras de sempre. Afinal, onde pára a liberdade?

– E já agora, porque é que as câmaras de televisão filmam sistematicamente as manifestações de baixo (vide 25 de Abril), e os manifestantes se separam ordeiramente deixando espaços de 30 a 40 metros entre as filas para dar impressão de um mar de gente?

– Acabo com uma referência ao Senhor Yanis Varoufakis, antigo Ministro das finanças da Grécia que em pouco tempo conseguiu quase levá-la à “banca rota”. Como é possível que os nossos media tivessem estendido os microfones para que ele dissesse mal do Ministro das Finanças, que por acaso é Presidente do Eurogrupo? Somos mesmo provincianos, não acham?
Desculpem a forma desordenada desta crónica, mas vejam-na mais como uma conversa entre amigos.

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