Opinião – Um desafio, uma oportunidade!

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A propósito da localização do novo serviço médico, que decorrerá da extinção das duas maternidades em Coimbra, há uma questão prévia e de base – e que considero pacífica – face à realidade atual: pretende-se que um Serviço de Obstetrícia tenha um conjunto de meios e estruturas de apoio, clínicos e não clínicos, necessários, (…)contudo, não é esta, a questão que está em causa!

A opção de “esvaziar”, em determinado momento, o CHC (Covões), foi desastrosa, aliás julgo ter sido um marco “negro” para, a partir desse momento, muitos dos profissionais da saúde e não só, começarem a estar preocupados com os critérios dos investimentos necessários na saúde em Coimbra!

O novo serviço, que juntará as duas maternidades, deve ser entendido como uma oportunidade, para a melhoria dos cuidados de prestação médica, no entanto, também, uma oportunidade para dar nova dimensão à Saúde com pólos desconcentrados em Coimbra.(…)

Em dezembro de 2014, a administração do CHUC solicitou uma informação prévia, sem quaisquer elementos habilitantes a uma análise técnica, à exceção da proposta de localização, em zona já reservada para a instalação da estação destinada ao sistema de mobilidade do Mondego.

Em junho de 2015, a mesma administração propôs a implantação, do mesmo serviço, em cima do estacionamento, imediatamente a seguir ao edifício da Psiquiatria, anulando o estacionamento das consultas externas! Dá para imaginar as consequências?

Em outubro de 2015, eis que aparece, novamente, uma proposta que inclui dois silos para estacionamento a nascente, com 1200 lugares, a norte, com 200 lugares, um edifício com 7 pisos, para 120 camas, e sem nenhuma proposta de estacionamentos associados à instalação da nova unidade, agravando a supressão de 114 lugares de estacionamentos, dos 150 atualmente existentes!

Curioso, ainda, é o facto de, em janeiro de 2017 e face a notícias vindas a público, a Câmara Municipal de Coimbra ter questionado o CHUC, sobre a existência e apresentação de projeto, nos termos definidos pelo Plano Diretor Municipal , apenas, em março deste ano, é presente uma nova proposta com duas alternativas, excluindo a solução dos Covões: uma delas, na área da atual Psiquiatria, a outra, junto ao bloco central conjuntamente com a solução de um silo para 1200 lugares, mas, tão somente, é apresentado, uma implantação em mancha e sem qualquer fundamentação técnico-urbanística e de integração urbana, nos termos do PDM, mantendo 120 camas.

Ora, trata-se de uma proposta de “encavalitar” numa área, já por si, pressionada sob todos os pontos de vista!(…) Assim, o que está em causa, na minha perspectiva pessoal , é ter uma visão e vistas largas que garanta os dois Pólos do CHUC (Pólo Central e Pólo dos Covões) e esta pode ser uma oportunidade, a grande oportunidade! (…)

Temos de pensar “grande” em tudo, não apenas em algumas coisas… Quantos Hospitais com a mesma classificação dos CHUC, com todas as especialidades, existem em Lisboa? E no Porto?

 

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