Greve dos trabalhadores das águas pode causar interferências no abastecimento

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Os trabalhadores da Águas de Portugal iniciam às 00H00 de amanhã, terça-feira, uma greve nacional de 24 horas, pelo aumento dos salários, que o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e Regional diz poder causar problemas de abastecimento.

De acordo com um comunicado divulgado hoje pelo sindicato, é esperada uma adesão forte à paralisação, que é dos trabalhadores do grupo Águas de Portugal no setor captação, tratamento, distribuição e tratamento da água. A estrutura sindical diz que estão “fortemente mobilizados para realizar a maior paralisação nos últimos 20 anos com a greve de âmbito nacional”, referindo que “existe a possibilidade de água faltar nas torneiras em algumas regiões”.

Questionada sobre eventuais problemas no abastecimento, fonte oficial da AdP disse que “a obrigação de assegurar serviços mínimos é de quem propõe a realização da greve, tendo estes sido concertados entre as empresas do Grupo AdP e os sindicatos”.

Estes trabalhadores estão em luta pelo aumento dos salários, a uniformização dos direitos, a regularização dos vínculos precários, a atribuição de carreiras e categorias que correspondam às profissões efetivas e o estabelecimento de sete horas diárias e 35 horas semanais.

Durante a manhã de amanhã, terça-feira, os trabalhadores e dirigentes sindicais vão concentrar-se junto às Águas do Centro Litoral (nas instalações de Aveiro), Águas da Região de Aveiro, Águas do Tejo Atlântico – ETAR de Alcântara, em Lisboa, e em frente da SIMARSUL, no Seixal.

“Tal como a generalidade dos portugueses, também os trabalhadores da AdP sofreram uma tremenda degradação do poder aquisitivo, em consequência do congelamento dos salários e das progressões na carreira”, recorda o STAL, acrescentando que “há trabalhadores em empresas do grupo que auferem 586 euros de salário desde 2009 e cerca de 700 trabalhadores tem um salário inferior a 750 euros”.

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