“Vendem ovelhas a 5 euros por causa da fome”

Foto DB-Luís Carregã

As alfaias agrícolas calcinadas pelo fogo depositadas ontem à porta da delegação da Direção Regional de Agricultura e Pescas (DRAP) do Centro, em Coimbra, simbolizam o muito que os agricultores e produtores florestais perderam nos incêndios de 2017. Em protesto, cerca de uma centena, exigiu mais apoios e a reabertura das candidaturas.
“Há gente a viver em tendas com buracos porque lhes ardeu a casa e andaram a vender ovelhas a cinco euros por causa da fome”, denunciou Nuno Pereira, do Movimento Associação de Apoio às Vítimas de Midões (MAAVIM), entidade que organizou a manifestação em conjunto com a Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) e a Confederação Nacional de Agricultura (CNA).
“Há mais de três mil pessoas que não fizeram candidaturas e o senhor ministro está a mostrar-se irredutível em reabri-las”, criticou Isménio Oliveira, referindo-se a Capoulas Santos, que tem a pasta da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural. O dirigente da ADACO disse que a informação é baseada em dados recolhidos no distrito de Coimbra e que engloba também alguns agricultores de Seia (Guarda) e do distrito de Viseu.
Para o responsável o prazo dado para as candidaturas foi “curto”, ao que acresce o facto de, na altura, alguns agricultores estarem fora do país e de outros no hospital, devido a ferimentos provocados pelos fogos, e que só tiveram alta já este ano. “Com que cara é que o ministro vai dizer a essas pessoas que não podem receber apoio?”, questionou Isménio Oliveira.

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