Opinião: O Sonho – crónicas da cidade (continuação)

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Bem perto do centro histórico e de comércio por excelência, localizava-se outro pólo de grande dimensão e de trocas. Era a cidade portuária, da qual resultava a geração de fluxos de entradas e saídas de mercadorias, de agentes e operadores económicos e de gentes. Era o sítio onde eram escoados os stocks resultantes da dinâmica industrial da cidade. A sua razão de ser, a sua existência enquanto porto de rio, estava na origem da procura das empresas, na escolha de uma localização onde encontrassem as necessárias condições para o desenvolvimento das suas actividades, para a criação de emprego e para a criação de riqueza.

Associado ao porto, a estadia curta de quem está permanente mente de partida, criava um movimento próprio nos restaurantes, a procura nos hotéis e compras no comércio local, gerando mais uma vez a dinâmica necessária que justificava uma zona de comércio. Era uma verdadeira economia circular.

Sonhava assim uma cidade moderna e atractiva, uma cidade que gerava os seus próprios fluxos económicos justificando assim a localização de pessoas e a existência de serviços e instituições. Era uma cidade governada de forma coerente, que harmonizava o seu crescimento com a sua vocação, governada por quem conhecia a sua história legitimando-se assim a projectar o seu futuro. Era a cidade aberta, de indústria e de serviços, mas também de turismo…e esse … fica para a semana.

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