Ontem Metro, hoje MetroBus, amanhã…

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Em junho de 2017 o Senhor Ministro do Planeamento e das Infraestruturas apresentou um novo projeto de mobilidade entre Lousã e Coimbra, a substituição do transporte sobre carris por autocarros eléctricos, conhecido por metrobus, afirmando que traduzia a solução mais favorável para as populações, sendo que levaria três anos e meio a entrar em funcionamento e deveria custar 89,3 milhões de euros.
Esta solução viria resolver o problema do Metro Mondego, projetado há mais de duas décadas pelo Estado e pelos três municípios que integram a Metro Mondego e responsável pelo encerramento do Ramal da Lousã há cerca de nove anos, com a justificação da realização de obras para a instalação do metro, cujas empreitadas foram depois suspensas por razões financeiras, passando os utentes do serviço público ferroviário a ser transportados de autocarro.
Mais recentemente, em outubro de 2017, o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra afirmou que o sistema de autocarros que o Governo apresentou para substituir o projeto do Metro Mondego era “uma revolução na vida da cidade”.
Já este ano, em fevereiro, o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra afirmou que “o projeto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM) deverá avançar no âmbito da reprogramação dos fundos comunitários do Portugal 2020” e que “ficará nas mãos da Comissão Europeia, a quem cabe avaliar componentes técnicas subsequentes”, tendo ainda referido que estava “convicto de que (…) vai ser dotado financeiramente”, ainda que sem “adiantar montantes nem prazos para concretizar o investimento”, e que vai “até onde dá”.
A dúvida instalada por estas afirmações foram dissipadas na última reunião da Câmara Municipal de Coimbra, quando o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra afirmou que “se conseguiu finalmente fazer incluir financiamento do Portugal 2020 para o SMM”, tendo sido avançada uma verba prevista de 50 milhões de financiamento.
Ora não sendo esta verba suficiente para a concretização da totalidade do projeto, preocupa-nos o significado da afirmação do Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra proferida no passado mês de fevereiro, quando diz vamos “até onde dá”. Significa que “vai” até onde o financiamento der? E depois? O que não estiver feito fica por fazer?
Perante tudo isto, se o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Coimbra afirma que vai “até onde dá”, a nós não nos resta senão esperar que não dê poucochinho!

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