Jovem julgado em abril por morte de segurança de discoteca de Coimbra

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

O Tribunal de Coimbra começa a julgar a 24 de abril um jovem de 22 anos acusado de matar o segurança de uma discoteca de Coimbra, em 2017, que terá disparado 14 tiros contra a vítima.

O caso ocorreu a 08 de janeiro de 2017 e surgiu após a namorada do arguido se ter envolvido numa disputa com a gerente da discoteca Avenue Club, tendo desferido “várias pancadas na face e nariz” da responsável do estabelecimento com recurso a uma soqueira, refere a acusação a que a agência Lusa teve acesso.

De acordo com o Ministério Público, o segurança da discoteca conseguiu retirar a soqueira da namorada do arguido e o casal abandonou o local com um amigo que os acompanhava.

Posteriormente, a pedido do suspeito, o amigo transportou-os até à casa de um homem, que também é arguido no processo, para buscar um revólver.

Já no caminho de regresso ao Avenue Club, o condutor tentou demover o arguido, mas este terá ameaçado o amigo, apontando-lhe o revólver.

Segundo a acusação, por volta das 07:40, o condutor parou a cerca de dez metros da discoteca, quando o arguido avistou o segurança, a caminhar com um grupo de pessoas.

A vítima ter-se-á aproximado da porta da frente, do lado do pendura, tendo dito: “Depois de tudo o que aconteceu, você ainda tem a coragem de voltar aqui”.

De seguida, o arguido terá apontado o revólver à zona da barriga do segurança e feito dois disparos.

Face aos tiros, o condutor arrancou “rapidamente”, ao mesmo tempo que o suspeito colocava o braço de fora da janela e disparava a arma de fogo várias vezes na direção do segurança, conta o Ministério Público.

O condutor pediu para ir embora, mas o suspeito voltou a ameaçá-lo, pedindo-lhe para voltar ao local, onde o segurança tinha sido atingido.

De regresso ao local, o arguido deparou-se com a namorada do segurança, que se agarrou ao suspeito, “implorando que não disparasse contra o namorado”.

Ignorando os apelos, o arguido “executou a vítima com vários disparos, alguns dos quais na cabeça” e ainda deu um tiro na direção da namorada da vítima, atingindo-a no pé.

Posteriormente, dirigiram-se até à casa da mãe do suspeito, sendo que o companheiro desta ofereceu-se para os transportar para Viseu, para “um local seguro”.

A 09 de janeiro, o mesmo homem transportou o casal para Espanha, onde o arguido acabou por ser detido, a 25, no âmbito de um mandado de detenção europeu.

No âmbito do julgamento que vai decorrer em Coimbra, a namorada do arguido vai também responder por detenção de arma proibida e ofensa à integridade física qualificada.

Como arguidos estão também o amigo que forneceu a arma – acusado de detenção de arma proibida – e o companheiro da mãe do suspeito, que responde pelo crime de favorecimento pessoal.

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