Investigador acusado de tentar matar docente em Coimbra conhece hoje a sentença

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

O Tribunal de Coimbra profere hoje, às 14H00, a sentença do ex-investigador irlandês acusado de tentar matar uma professora da Universidade de Coimbra com recurso a uma machada.

O antigo doutorando da Universidade de Coimbra (UC), de 37 anos, é acusado pelo Ministério Público (MP) de homicídio qualificado na forma tentada, por ter desferido vários golpes com uma machada na docente Filomena Figueiredo, no Departamento de Física daquela instituição, a 04 de agosto de 2014.

O crime ocorreu no dia em que o investigador foi informado de que tinha uma dívida de mais de 5.000 euros à Universidade de Coimbra (UC) e de que o seu orientador tinha pedido renúncia na orientação do doutoramento.

Durante as alegações finais, o MP pediu a condenação do investigador, considerando que o arguido cometeu os factos constantes na acusação. No entanto, a procuradora pediu atenção para a condição psicológica do arguido, que sofre da síndrome de Asperger, uma forma de autismo.

Apesar do relatório pericial considerar o antigo doutorando imputável, o psicólogo clínico Pedro Alves, que o acompanha desde outubro de 2017, atribuiu em tribunal os comportamentos e atitudes do antigo doutorando à síndrome de Asperger, que o faz não ter “consciência dos atos”.

Ao contrário do Ministério Público, o advogado de defesa entendeu que o investigador irlandês cometeu um crime por ofensa à integridade física, conforme foi relatado “inicialmente aos órgãos de polícia criminal”, considerando que o arguido “não mentiu quando disse que apenas tentou cortar o braço” da professora.

Durante o julgamento, o investigador irlandês afirmou que estava sem abrigo e com fome aquando do crime, frisando que a intenção não era matar, mas cortar um braço à professora, que considera responsável por não lhe ter sido atribuída bolsa.

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